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Mensagem do Dia:

Mensagem do dia: Quem não se ama não sabe amar ninguém!!
Versículo do dia: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim pra chamar justos, mas sim pecadores".
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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Corpus Christi - Solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo

É com muita saudade e uma pitada de tristeza, misturada com alegria, que começo esse post.
Porque sabemos que é uma liturgia que envolve diretamente toda a comunidade, seja na confecção dos tapetes, seja na procissão, seja no ápice que é a Santa Missa solene..
Mas estou longe da minha comunidade de coração, onde sempre pude participar de toda a liturgia festejada nesse dia, com meus irmãos da graça...
Então, para matar um pouco a saudade, e mostrar que o tapete da minha comunidade de coração (Fanuel)  ficou lindo, eu publico a imagem do belo trabalho feito hoje de manhã, em Nova Friburgo.


sábado, 12 de maio de 2012

Maio: Mês de Maria, a escolhida de Deus!


        Maria foi aquela concebida sem o pecado original, pois só uma mulher sem pecado poderia gerar o salvador. 
       Nós católicos não "adoramos" a Maria, como muitos insistem em dizer, temos por Maria veneração, respeito, pela esposa e mãe que ela foi. Sabemos que Maria não tem o poder de realizar milagres, mas a temos como aquela que intercede a Jesus por nós. O que uma mãe não pede ao filho, e que este não atende?..Maria é advogada nossa. Assim como aqui na terra pedimos a nossos irmãos que eles orem por nós, temos lá no céu, uma pessoa que viveu sua vida aqui em plena santidade, e por isso vive junto ao nosso Senhor, como Mãe respeitada que sempre foi. 
           Sim cremos que Maria foi elevada ao céu pelas mãos de seu filho, é lógico pensar que a pessoa que deu a luz ao nosso Salvador, não seria deixada aqui para viver a morte como um qualquer (morte esta vencida através da Ressurreição de Jesus) pois ela não foi uma pessoa qualquer. Como eu disse: Só um ser santo, poderia dar a luz a um ser santo!...Maria foi escolhida mesmo antes de seu nascimento, e assim preparada, purificada de todo o pecado, inclusive o original.
          Meus irmãos o amor a Maria, não é simples questão de escolha, é sentimento!..E isso não pode ser questão de debate, questão de briga entre religiões. Porque falar que Maria foi uma mulher assim como Rute, ou outras mulheres bíblicas! Não! Ela não foi! E, aliás, tem um grande porém: Rute por exemplo, provou do pecado, Maria não. E isso é confirmado quando o Anjo Gabriel diz a Maria: "Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo".
           Assim para terminar, a única coisa que peço, é que Mesmo que não tenham Maria como Mãe, dada a nós pelo próprio Jesus na cruz quando disse ao discípulo amado" Eis aí a tua mãe " e disse a Maria: " Eis aí o teu filho", que a respeitem. Respeitem como Mãe de nosso Senhor, único digno de toda adoração e glória!


Amanda Castro.

domingo, 6 de maio de 2012

Ministros Extraordinários da Eucaristia

           O Concílio Vaticano II esclareceu que a Igreja, toda ela, em todos seus segmentos, é servidora. Os padre não são os únicos ministros. Notar bem que ministério significa serviço!
         O Ministro Extraordinário da Eucaristia é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada permissão, de forma temporária ou permanente, de distribuir a comunhão aos fiéis, na missa ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispopresbítero ou diácono) que o possa fazer.
           Como o número de sacerdotes, geralmente e em muitos lugares, é insuficiente para atender todas as tarefas que lhe competem, foi instituído o Ministério Extraordinário da Eucaristia, ou da Comunhão, como preferem alguns.
           Na Celebração da Eucaristia, os Ministros da Eucaristia ajudam o padre na distribuição da Comunhão. Eles podem também atender os doentes, levando para eles, em suas casas ou nos hospitais, a santa Comunhão.
           O trabalho pode ser exercido pelos Ministros da Eucaristia é "extraordinário", isto é, não é verdadeiramente próprio. O sacerdote é o ministro extraordinário da Eucaristia. Por causa do grande volume de afazeres, e por causa de existir um número insuficiente de padres e diáconos, foi instituído o "Ministério Extraordinário".
           O mandato para exercer o Ministério Extraordinário da Eucaristia não é permanente. Essa função é temporária. O tempo do mandato deve ser estabelecido pelo bispo. Pode ser renovado, conforme as circunstâncias. Mas é bom que haja alternância de ministros para que ninguém se sinta melhor que os outros. A responsabilidade é muito grande e o ministro deve ser uma pessoa, homem ou mulher, de vida exemplar.
           Nos lugares onde não há habitualmente um sacerdote, os ministros podem presidir a Celebração da Palavra. Nessas celebrações, feitas geralmente aos sábados a noite e aos domingos, os ministros distribuem a comunhão. Logicamente, as hóstias devem ser aquelas que foram consagradas previamente, quando um sacerdote rezou Missa na comunidade.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Oração da mulher cristã

Senhor, dá-me de Raquel a arte de fazer-me amar.
Dá-me de Jocabed o espírito de sacrifício e renúncia.
Dá-me de Débora, a solidariedade e o estímulo.
De Rute, dá-me a dedicação e a bondade.
De Ana, dá-me a fé, a fibra para cumprir o voto.
Dá-me a astúcia de Micol, para usá-la no bem e não para o mal.
Como Abigail, faz-me mensageira da paz.
Como Ester, que eu seja desinteressada e altruísta.
Como Maria Santíssima, faz-me pura e humilde, e como Isabel, capaz de regozijar-me com o bem alheio.
De Marta, dá-me a disposição para o trabalho material e de Maria, o anseio espiritual.
Como Dorcas, a costureira, que eu seja útil ao necessitado.
E como Lídia, a mulher hospedeira, que eu abra a porta ao que chegar cansado.
Como a mulher samaritana, que eu corra a falar da salvação.
Amém.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Então por que as coisas não vão bem?

"Quando o pecado entra no coração do homem, priva-o de Deus ao retirar-lhe a graça do Senhor. Por isso diz a escritura: 'Com efeito, todos pecaram e todos estão privados da Glória de Deus. (Rm 3,23)'. Isso significa que, com esse mal, o homem perdeu a graça de Deus, abandonou os seus direitos sobre o Céu, mereceu as penas eternas do inferno e renunciou a todo o amos de Deus. Por essas razão, sente em seu coração, que Deus o esqueceu, porque já não consegue sentir esse amor.



O coração que está afetivamente preso ao pecado, mesmo que diga que é apenas um fiozinho que o segura, não consegue experimentar as maravilhas do amor de Deus. A teia de aranha é apenas um fiozinho e, no entanto, é o material mais resistente da natureza, um fio de aço da mesma espessura não possui a mesma resistência. Por mais frágil que pareça o pecado, ele impede de experimentar o amor de Deus. Basta uma gota de óleo para tornar muitos litros d'água impróprios para o consumo, basta uma gota do fel do pecado para amargar o coração dos filhos de Deus."

Trecho tirado do livro: Vencendo Aflições Alcançando Milagres 
                                    "Márcio Mendes"
                                     Editora Canção Nova

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Viver bem a quaresma!




Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.” (2 Cor 6, 1-2).
Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.
Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, ”voltamos ao pó” que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: “És pó, e ao pó tu hás de tornar”. (Gênesis 2, 19)
Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.
Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola (“remédios contra o pecado”). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: “ Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal.”
Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.
Quaresma é um tempo de “rever a vida” e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca”.
Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.
Santo Agostinho dizia que “o pecador não suporta nem a si mesmo”, e que “os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”. A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.
Para isso podemos fazer uma Confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a Confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: “a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Jesus quis que nos confessemos com o Sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do Confessor e entregar a Cristo nele representado, as suas misérias.
Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.
Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua “lembrança”, mas a sua “presentificação”; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, “torna-se presente a nossa redenção”.
Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor.





Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

“Porque sois Bendita, ó Maria!”

           Quantas vezes rezamos – “Ave Maria, cheia de graça… bendita sois vós entre as mulheres…”. Fixemo-nos nesta exclamação que brota sempre do fundo do coração quando a rezamos. Sua fundamentação bíblica se encontra na visitação de Maria a sua prima Isabel, em que contemplamos a alegre visita de Deus a humanidade.
          Por que Isabel a chamou de bendita, abençoada, ditosa e feliz? (cf. Lc 1,42).
Inspiro-me num Sermão do Bispo São Sofrônio (séc. VIII) para as primeiras respostas…
           Ó Maria, vós sois bendita entre todas as mulheres! Sim, sois verdadeiramente, plenamente abençoada, ditosa e feliz!
Vós sois bendita, porque transformastes a maldição de Eva em bênção, fazendo com que Adão abatido pela maldição fosse por vós erguido e abençoado.
Vós sois bendita, porque vossos antepassados encontram em vós a salvação, pois destes a luz ao Salvador que obteve para eles a salvação eterna.
Vós sois bendita, porque sem contribuição de homem algum produzistes o fruto que trouxe a bênção para toda a terra, para toda a humanidade. A maldição que só produzia espinhos, enfim, foi redimida pela vossa participação.
Vós sois bendita, porque embora sendo apenas uma simples mulher, vos tornastes Mãe de Deus. Sendo Aquele que nasceu de vós realmente Deus feito homem, sois com razão chamada Mãe de Deus, dando verdadeiramente à luz Aquele que amamos, adoramos: Deus!
Completando a reflexão de São Sofrônio (que o leitor poderá continuá-la):
Vós sois bendita, porque guardastes o próprio Deus no claustro do vosso seio. Habitou em vós Aquele que trouxe para toda a humanidade a alegria e a luz divina.
Vós sois bendita, porque não hesitastes em dizer SIM ao Projeto divino.
Vós sois bendita, porque fostes preservada da mancha do pecado original, da desobediência, da arrogância, da prepotência.
Vós sois bendita, porque não soubestes fazer outra coisa, a não ser a vontade suprema e divina.
Vós sois bendita, porque não tivestes medo de participar decididamente na obra da redenção.
Vós sois bendita, porque não deixastes o medo calar vosso coração.
Vós sois bendita, porque vossos olhos eram inteiramente voltados para Deus e Seu Projeto de Amor.
Vós sois bendita, porque acompanhastes, educastes, participastes da vida do Redentor.
Vós sois bendita, porque como mãe, educadora, terna e mansa possibilitastes, ao lado de José, que Jesus crescesse em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus.
Vós sois bendita, porque jamais deixastes morrer dentro de ti o sonho, a esperança, a confiança que contemplamos quando rezastes o Magnificat, o canto dos pobres. O sonho de um mundo transformado, em que o novo céu e a nova terra se preanunciam como realidade.
Vós sois bendita, porque não abandonastes vosso Filho, em Sua missão, nem na hora da Paixão, tão pouco na hora da Cruz.
Vós sois bendita, porque deixastes nascer dentro do coração a fé e o reconhecimento de vosso Filho desde a aurora de Sua Ressurreição.
Vós sois bendita, porque continuas presente em cada Eucaristia que celebramos; desde a primeira, em que vosso Filho, aparentemente ausente, presente estava no Mistério do Pão e do Vinho, consagrados e partilhados.
Vós sois bendita, porque jamais deixastes de acompanhar a história da humanidade. Vossas aparições e a devoção de todos os povos são a mais pura confirmação.
Vós sois bendita, ó Maria!
Bendita sois vós ontem, hoje e sempre! Amém.

Padre Otacilio F. Lacerda
Presbítero da Diocese de Guarulhos
Pároco da Paróquia Santo Antônio de Gopoúva.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


PAPA BENTO XVI AUDIÊNCIA GERAL
Sala Paulo VIQuarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
[ Vídeo ]

 Queridos irmãos e irmãs,

           Hoje tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a finalidade de permitir que a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia - « Que todos sejam um, ó Pai » (Jo 17, 21) – cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade. Esta Semana de oração tem como tema « Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor » e quer pôr em evidência o poder transformador da fé em Cristo, que anima a nossa oração pela unidade visível da Igreja, Corpo de Cristo. O caminho da Igreja e dos povos está nas mãos de Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e a injustiça, que Ele suportou e sofreu por todos nós. A unidade plena e visível dos cristãos, pela qual suspiramos e rezamos, exige uma conversão interior pessoal e comunitária que nos faça entrar na vida nova em Cristo, que é a nossa vitória verdadeira e definitiva; tal unidade exige que nos deixemos transformar cada vez mais perfeitamente à imagem de Cristo, para assim participarmos da sua vitória, pois só Ele é capaz de nos transformar, de fracos e titubeantes, em fortes e corajosos operadores de bem.


* * *
           Amados peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os brasileiros vindos de São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, nesta Semana pela Unidade, para que possa crescer entre os cristãos o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração! E que Deus vos abençoe!


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Está com a fé fria? A cura está na Eucaristia!!

          Muitas pessoas se esfriaram na fé, principalmente porque enfrentaram falsas religiões ou buscaram métodos de cura e libertação em filosofias, crenças e práticas não cristãs. Esses métodos levam as pessoas a se voltarem para si mesmas, o que acaba atingindo a sua fé.  Em alguns casos, como mudança de cidade, onde não se conhece a comunidade, também podem afetar um pouco o calor que só a permanencia na oração nos favorece.
          As pessoas tornam-se vítimas da incredulidade. Tudo se reduz ao nível simplesmente humano, e, sem perceber, a fé se anula. Surgem as justificativas para a pouca oração, para não participar da Eucaristia. A morte da fé vai acontecendo de maneira muito “nobre e diplomática”.
          
           A cura para todos esses males está na Eucaristia. Os nossos olhos também se abrirão e reconheceremos Jesus, “ao partir do pão”. Não precisará que Ele esteja visível diante de nós. Ele permanecerá oculto na Eucaristia, e a venda dos nossos olhos cairá.

Deus o abençoe!

Fonte:
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Amar não é fácil

Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!

           Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal-amada.
Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal-amadas, nem mixês, nem prostitutas. E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio, nem desquite, jamais...
           Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes, nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.
           Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria, no máximo ajudariam no combate ao cão feroz. Mas o amor é sentimento que depende de um 'eu quero', seguido de um 'eu espero'; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu 'eu' por isso, o amor é difícil.
           Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar. E quando morreu, amando, deu a suprema lição. Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!
Pe. José Fernandes de Oliveira - Pe. Zezinho, scj

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A verdadeira alegria em Deus.

“Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias daí graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus, em Cristo Jesus.” I Tess 5, 16-18.
O Papa Paulo VI, na sua encíclica sobre a alegria cristã, disse que o nosso tempo multiplicou as ocasiões de prazeres, mas não é capaz de gerar alegria, pois a verdadeira alegria é serena.
            É muito oportuno meditarmos sobre suas palavras. Temos buscado essa alegria cheia de ruído e de prazeres para os sentidos que o mundo nos oferece, ou temos buscado encontrar a verdadeira alegria que vem de um coração que confia em Deus e se alegra pela sua salvação e por isso recebe essa alegria profunda e serena que é fruto do Espírito Santo?
           Em tudo o que nos acontece, nos momentos bons e nos momentos difíceis, devemos fazer uma digestão dos acontecimentos, filtrar tudo no amor a Deus e ao próximo, colher tudo o que a vida nos oferece, colher alegria, colher sofrimento, colher a dificuldade e transformar em amor, para daí sim, poder colher a alegria que vem de Deus.
            A alegria nunca vem de fora, mas vem, de dentro. No meio da dor, do sofrimento devemos cavar a alegria que está dentro de nós, a alegria que é fruto do amor, fruto do Espírito, pois “A esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Rm 5,5
            Em tudo o que nos acontece, portanto, devemos pedir: “Espírito Santo, me ajuda a amar nesta situação!” É amando e fazendo o bem, confiando em Deus e esperando nas suas promessas que a alegria vai brotando de dentro de nós.
           A alegria como virtude é um esforço, um exercício que vem da presença de Deus em nós. Se eu abraço a minha dor para transformar em amor para os outros, para transformar em sorrisos para os outros, a minha dor vai sendo mitigada. Às vezes, o Senhor faz um processo formativo conosco, permitindo que soframos e passemos por dificuldades, mas não podemos esquecer: “Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios.” Rm 8,28
           O amor de Deus coloca tudo no seu lugar. Uma vez ouvi uma frase de Dom Alberto Taveira que nunca esqueci. Ele disse: “O Senhor une todos os acontecimentos da nossa vida para transformar em história de salvação.”
            Cultivar a tristeza, a amargura é pecado, porque a pessoa fica egoísta, toda voltada para si mesma. São Francisco tinha a seguinte oração: “Senhor, tu que és alegria, eu te peço perdão por ter deixado habitar na tua casa a filha dileta do demônio que é a tristeza.”
            A moção para nós, portanto, é cultivar a alegria, sairmos de nós mesmos, olhar para o Senhor e acolhermos com amor tudo o que nos acontece, pois nada acontece na nossa vida sem que Deus o permita, Ele é Senhor de tudo, se permite que coisas aconteçam na nossa vida é porque faz parte da nossa história de salvação.
Maria Beatriz Spier Vargas
Secretária-geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

domingo, 14 de agosto de 2011

Agosto : O mês das vocações.

           Falar em vocação nos traz de imediato à mente a compreensão de um chamado e de uma missão a cumprir. Os documentos da Igreja ensinam que toda pessoa é vocação. Sob a luz da fé cristã, não nascemos apenas do encontro do amor de um homem com uma mulher, mas, todos somos pensados e queridos por Deus desde sempre e para sempre. Toda pessoa tem uma origem divina e humana ao mesmo tempo.

           Em nossa origem divina e humana, feitos à imagem de Deus, somos todos missionários na essência de nosso ser. Cada pessoa, onde quer que se encontre, tem uma missão a viver e a cumprir. Ninguém é maior, ninguém é menor. Na fé cristã, o valor de alguém, não se mede pelo cargo que ocupa, mas, pelo amor que se vive. Somos membros vivos uns dos outros. Todos são necessários.
            Essa consciência do valor da vida nos leva ao dever de compromisso na solidariedade com todos, principalmente com os mais pequeninos e necessitados de nosso mundo. Santo Agostinho afirma: “A maior glória de Deus é a dignidade do homem”.
            É, portanto, impensável viver a fé sem a consciência de um compromisso sério de comunhão com Deus e com os irmãos. “Quem diz amar a Deus a quem não vê e não ama o irmão a quem vê, se engana a si mesmo e é mentiroso” (1Jo.4,20-21).
           Como cristãos, devemos permanentemente nos questionar sobre as exigências práticas de nossa vocação e vida cristã. Como valorizamos nossa vida e a vida de todos que nos cercam? Que tempo investimos no cultivo dos valores da vida em família, na comunidade e na Igreja? É bom saber. Valor não é um conceito e nem apenas um conhecimento, mas, um bem que investimos e levamos a sério em nossa vida.
           Esta é a verdade. No amor somente se partilha aquilo que se é. “Ama teu próximo como a ti mesmo” Lc.10,27. Quem não se ama e não é honesto consigo não ama a ninguém. Como querer transformar os outros, o mundo, se por primeiro não nos transformamos a nós próprios? Sem dúvida, o mundo precisa de doutores e de teólogos, mas precisa acima de tudo de pessoas que vivam sua fé. Neste mês em que à Igreja nos convida a refletir sobre a vocação, somos convidados a pensar sobre que valor damos a nossa vida e a vida de todos. Sem dúvida, faz muito sentido refletir sobre como cada um vive em família, na comunidade, na Igreja e em sua missão específica no mundo.
            Cada pessoa recebe um chamado específico de Deus para a sua vida, entretanto toda a humanidade é chamada em conjunto a vivenciar uma série de realidades para alcançarem a vida plena e serem felizes.
           Quais são estes chamados de Deus? Estamos vivendo a fidelidade a nossa vocação?
           Que possamos refletir sobre a nossa caminhada e realmente colocar a nossa vida, nossa vocação à serviço de Deus !
Que Deus os Abençoe !

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

“Nós valemos o que somos diante de Deus”

“Nós valemos o que somos diante de Deus e nada mais” (São Francisco de Assis).

            Confiemo-nos hoje de todo o coração a Jesus, porque Ele nos conhece e sabe quem somos verdadeiramente, como nos diz o salmista: “Sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto” (Sl 138,2a).
            Não podemos, de maneira alguma, trilhar a nossa vida pelo dizer das pessoas a nosso respeito. Como filhos e filhas de Deus precisamos a cada momento perguntar a Jesus: “Como o Senhor me vê? Por onde devo caminhar? Qual rumo devo seguir?” Porque o Senhor tem o melhor para nós e nos ama. Muitas vezes, confiamos mais na palavra das pessoas, mesmo quando esta é negativa, do que na Palavra do Senhor, que tem o poder de transformar toda a nossa vida.
            Qual é a concepção que temos de Jesus? Como O enxergamos? Nós O conhecemos verdadeiramente, ou seja, já fizemos uma autêntica experiência com Ele ou ficamos somente com o que ouvimos outros dizerem a respeito d’Ele?
            Hoje o próprio Jesus nos pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou”? (Mt 16,15). É interessante que quando O conhecemos também fazemos a experiência de nos conhecer e descobrir a nossa verdadeira identidade e, assim, passamos a viver a liberdade própria dos filhos de Deus.
           Jesus, queremos conhecer-Te e conhecer-nos. Visita-nos neste dia que se chama hoje.
Obrigada, Senhor!
Jesus, eu confio em Vós!
Texto extraído de Luzia Santiago.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O que tem buscado seu coração?

            A raiz de toda enfermidade espiritual está na pertubação da consciência e vivência de que eu sou um filho de Deus. O olhar que cura olha para você esse fim de semana e espera uma resposta.

            No meio das nossas provações deixamos o coração se perturbar porque passamos a ser órfãos de Deus que é nosso Pai. Tome posse de que é filho e receberás a cura. Você não é filho de qualquer um, você tem um Pai.

            Para experimentar o olhar que cura é preciso reconhecer que o meu coração e meus olhos estão doentes. O grande processo de cura acontece na vida de um doente justamente quando o enfermo busca o remédio. Estamos falando de doenças espirituais, por isso o processo de cura vai depender do desejo e anseio do seu coração de buscar aquele que tem um olhar que cura. Antes de experimentar a autoridade de um coração que cura precisamos experimentar a fragilidade de um coração doente. Jesus é o caminho para a cura que você veio buscar.
Aquilo que seu coração busca direciona o olhar. Aquilo que anceia seu coração direciona onde você vai olhar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O amor e o perdão que transformam !

            Nascemos para amar e viver reconciliados. Para isso, o perdão é fundamental, é a chave para o bem. Desse modo forma-se uma corrente de amor, paz e solidariedade na construção de um mundo novo, como foi designado por Deus.
            O perdão é a força que pode mudar o ser humano e a sua história. Quando nos decidimos a fazer o bem, a amar, a perdoar e a servir a tantos que necessitam, o Senhor se manifesta com sinais concretos de Sua presença em nossa vida. Contudo, não seremos capazes de percebê-las se estivermos com o coração fechado para o amor e para o perdão.
Só conhecemos e reconhecemos o Senhor quando amamos e perdoamos o próximo.
“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Quem não ama não descobriu a Deus , porque Deus é amor” (I Jo 4,7-8).
Peçamos a Jesus que nos ensine a amar e a perdoar como Ele.
“Senhor, fazei-me instrumento de tua paz.
Onde houver ódio que eu leve o amor, onde houver ressentimento que eu leve a reconciliação!”

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ecologia e antropologia

            Preservar a natureza, respeitar os ecossistemas e não interferir indevidamente no delicado equilíbrio ambiental, para não comprometer a sobrevivência das espécies... Será apenas exaltação romântica de ambientalistas? Por certo, ninguém ousa mais afirmar isso; o desrespeito à natureza e uma relação inconsequente com o mundo que nos sustenta poderia custar caro. Também nós somos parte dessa natureza e dependemos dela.
            Isso me faz refletir sobre a união estável entre pessoas do mesmo sexo, equiparada pelo STF à união estável entre pessoas de sexos diferentes; a decisão colocou ainda mais em evidência, na opinião pública, as temáticas de homossexualismo e gênero, em discussão um pouco por toda parte. Penso que isso requeira uma reflexão sobre a própria natureza do ser humano e sua sexualidade.
            Parto da antropologia cristã, que procura compreender e explicar o ser humano à luz do desígnio de Deus sobre o homem e a mulher, perceptível pela inteligência a partir da natureza das coisas e da revelação divina, na Sagrada Escritura. O pensamento cristão reconhece dois gêneros complementares - masculino e feminino. O relato bíblico diz, de maneira poética, que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança e constata: “homem e mulher Deus os criou” (Gn 1,27). E Deus viu que assim estava bem, muito bom!
            O homem não é, pois, fruto de uma evolução caótica ou de um voluntarismo volúvel, mas do desígnio divino, sábio e bom, perceptível na própria natureza humana: na sua corporeidade, inteligência, vontade e capacidades espirituais, orientadas não apenas para a sobrevivência, mas também para a busca da verdade, do bem e da plenitude do viver. O homem é dotado de liberdade e tem a capacidade de discernir e de decidir-se pelo bem, ou pelo mal; no exercício da liberdade, com responsabilidade, está uma das razões de sua dignidade e grandeza.
            Nem somos, como cantava um de nossos poetas, “esta metamorfose ambulante”, que segue vagando pela vida sem saber quem é, o que quer, para quê vive, por que é aquilo que é; e nem estamos presos a um determinismo cego, acorrentados aos acontecimentos e à ignorância sobre nós mesmos, sem que possamos ser senhores das nossas decisões e ações. Cabe-nos tomar conta de nós mesmos e viver de forma responsável, conforme nossa natureza e dignidade.
            Um aspecto importante desse viver conforme a nossa natureza e dignidade consiste em assumir a própria identidade sexual. Sobre isso há muita confusão na cultura atual; ao invés de ter a identidade sexual como um dado de natureza, com significado e valores próprios, tende-se a ver nela um fenômeno cultural volúvel, uma “construção subjetiva”; cada um lhe daria a orientação ditada pela vontade, sentimentos e gostos pessoais. Nem mesmo a diferenciação sexual física entre o masculino e o feminino é levada a sério; seria apenas um “fato secundário”, quase um adereço descartável no corpo humano, contando mais aquilo que o sujeito decide ser. Identidade sexual seria, pois, uma questão de opção.
            Será que não estamos aqui diante de um tremendo equívoco, apoiado no pressuposto errôneo de que a “natureza humana” não é um dado real, mas algo projetado pelo sujeito, de dentro para fora de si? Nega-se à natureza humana a “objetividade” que se afirma e defende, com razão, para a natureza dos outros seres. Uma consequência dessa confusão, relativa à identidade sexual, é o aumento de comportamentos pouco ou nada definidos, nem masculinos, nem femininos. A “troca de sexo” parece um fato banal, apenas uma intervenção cirúrgica no corpo... Neste contexto, ser heterossexual, homem ou mulher, seria apenas uma entre várias possibilidades e opções quanto à identidade sexual. E se chama “casamento” a união entre pessoas do mesmo sexo! Diante da pressão das circunstâncias, questionar isso, quem ousaria? Seria politicamente incorreto!
            Mas... perguntar é preciso! Assim está bem? Assim vai ficar bem? Que conseqüências isso terá para o futuro? A antropologia cristã afirma que a diferenciação sexual física tem um significado próprio, a ser levado plenamente a sério. A pretensão de mexer na harmonia entre os sexos e de submeter a identidade sexual ao arbítrio da vontade e dos sentimentos, tão influenciáveis por fatores culturais e dinâmicas sócio-educativas (ou deseducativas...), é uma temeridade, que não promete bons frutos.
            A Igreja católica vê com preocupação a crescente distorção sobre a identidade sexual. Antes mesmo de ser uma questão moral, é um problema antropológico. A Igreja não incentiva, não apóia nem justifica qualquer tipo de violência e agressão contra homossexuais, ou quem quer que seja, mas convida a uma séria reflexão. Não é pensável que a natureza tenha errado, ao moldar o ser humano como homem e mulher. Isso tem sentido e finalidade, que é preciso descobrir e acolher, em vez de banalizar.
            A sexualidade qualifica todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de alma e corpo, e diz respeito à afetividade, à capacidade de amar e procriar, de estabelecer vínculos serenos e altruístas com os demais. Cabe a cada homem e mulher reconhecer e aceitar a própria identidade sexual como um dom e uma missão; as diferenças físicas, morais e espirituais são voltadas para a complementariedade, um bem para as pessoas e para o fecundo convívio social.
            O coração pode ser como um barco desatado; não comandado pela racionalidade, ele é arrastado pelas correntes oportunistas e se rebenta contra os rochedos... Não respeitar a natureza das coisas leva a desastres ambientais e compromete a sustentabilidade da vida. E não é assim, quando se trata da natureza humana.

Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo - SP

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Viver o "EU" antes do "NÓS".

           Todos nós temos a necessidade de amar e ser amado. São muitas as pessoas que, com o intuito de corresponder a esta carência, pagam caro e se submetem à diversas situações. Todos nós temos a necessidade de um puro amor. Contudo, se esta carência afetiva não for bem direcionada poderá tornar-se um fator de desequilíbrio, no fazendo tomar atitudes contrárias a um sadio comportamento.
           Antes de viver qualquer relacionamento afetivo, como namoro, é preciso aprender a trabalhar nossa história, buscando a cura de nossos afetos.
           Carência com carência só pode gerar desequilíbrio e um relacionamento doentio, onde só haverá cobrança e a ternura será ausente.
          Namorar é bom, ou melhor, ótimo! Mas, melhor ainda é namorar pronto, do jeito certo, tendo equilíbiro no amar e ser amado, compreendendo que somente Deus pode preencher o vazio da alma e que este espaço o outro não poderá ocupar, por mais que o forcemos a isso.
            Antes de viver o "nós", é preciso trabalhar o "eu", para que desta forma nossos relacionamentos tenham mais qualidade e sejam mais duradouros.
            Quem não se deixa levar pela pressa e segue o caminho proposto por Deus, colherá maravilhsos frutos e alcançará gradativamente a felicidade em seus relacionamentos.
            Tenhamos coragem de realizar tudo do jeito de Deus e não do nosso, e abramo-nos à Sua ação libertadora em nossas vidas. Somente assim, poderemos bem acompanhar e ser acompanhados.

Texto adaptado de: Namorar é sempre a solução?
Diácono Adriano Zandoná

domingo, 19 de junho de 2011

Um chamado a ser Luz

A igreja espera que sejamos fonte de esperança e vida para nossos irmãos. Uma vela não pode ser capaz de iluminar uma casa, mas imagine dezenas de velas espalhadas por todos os cômodos.

Basta olhar para o próximo para que você, como ele, passae a ser luz do mundo, assim como muitas outras pessoas.



Invista tudo de você, mesmo que você se sinta em um momento de muita fraqueza, para corresponder a tudo o que o Cristo preparou para você. Fazendo isso, você permitirá que Ele renasça dentro do seu coração.

Não deixe que seu foco esteja nos problemas. Caso contrário você permitirá que inúmeras oportunidades de estar diante de Cristo passem por você. Esteja atento aos sinais de Deus, porque Ele não medirá esforços para que você retorne ao caminho.

Devemos aceitar como nossa vocação, o caminhar que a vida nos proporciona. Cabe a nós decidir se queremos caminhar por um caminho escuro e desconhecido ou por uma estrada iluminada e guiada por Deus. Afinal de contas, o fim desse caminho é recompensador. Quando chegarmos lá, estaremos prontos para receber todas a graças de Deus e repousarmos em Seus braços. Assim como um pai abraça seu filho, após um longo tempo fora do lar.

Texto adaptado de: Como alimentar esse cristo presente em mim? Ricardo de Sá


" Vós sois a luz do mundo . (...) Assim, brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. " Mt. 5, 14 - 16.


Autora: Cintia Breder

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Será que Deus é culpado?

História tirada de um e-mail, que talvez não seja totalmente real. 
A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada na TV americana, no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:

'Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?'

Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:

'Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.
Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.
Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.
Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?
À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc...
Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.
Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas...
A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.
Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:
'Um perito nesse assunto deve saber o que está falando'.
E então concordamos com ele.
Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal.
Então foi decidido que nenhum professor poderia disciplinar os alunos...(há diferença entre disciplinar e tocar).

Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem.
E nós aceitamos sem ao menos questionar.

Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.
E nós dissemos: 'Está bem!'

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.

E nós dissemos:
'Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso'.
Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Eucaristia e confissão: armas contra a tentação

            Vejamos o que a palavra de Deus, viva e atual, vem a nos falar sobre esses dois grandes sinais da nossa liberdade e salvação.
            Eu acho que todos devem saber o que os romanos faziam quando derrotavam um império ou um general. O vencedor entrava de forma triunfante em Roma. E em meio àquela entrada triunfal, o general era aplaudido e louvado. E o general derrotado era amarrado à carruagem do vencedor. E isso era o máximo de humilhação para quem que havia sido derrotado.
           Se olharmos Colossenses, veremos que São Paulo usa esse mesmo fato para falar da derrota do inimigo de Deus. Já foi dito várias vezes que o demônio já foi derrotado. Não precisamos temer nada. É verdade que o maligno é como um leão que ruge à nossa volta, tentando achar uma brecha e nos devorar. Mas por que ele continua a entrar nesse campo de batalha, uma vez que já foi derrotado? A intenção dele é diminuir a força do reinado de Jesus. Satanás continua a tentar enfraquecer aqueles filhos e filhas de Deus que fazem parte do Reino de Deus. E a experiência de muitos é esta: "Por que depois que comecei a seguir Jesus tenho mais tentações, me sinto mais oprimido que antes e tenho mais crises?"
            Muitas pessoas, muitos cristãos, uma vez que tomam a decisão de seguir ao Senhor pensam que vão ter uma vida mais tranquila. Mas a verdade é o contrário, pois o demônio não tem interesse em atacar os que não são seguidores de Jesus. O interesse dele é colocar obstáculos na vida daqueles que decidiram seguir o Senhor. Os cristãos são as pessoas mais atacadas. Até os santos foram perseguidos.
            Seguir Jesus, num momento de entusiasmo, é fácil, mas continuar O seguindo nos momentos de sofrimento é difícil. Mas existe uma coisa, uma técnica que frequentemente o demônio usa para nos atacar: o desânimo, o desencorajamento. O inimigo de Deus virá tentá-lo quando você estiver se sentindo fraco, cheio de medos, com raiva, ansioso e triste. Ele é como um rato dentro em um duto. Você não o vê. Ele age durante à noite, esconde-se sem que ninguém o veja. Mas se você derramar uma chaleira de água quente lá onde ele está, ele vai ter de sair do buraco. Quanto mais louvamos a Deus, tanto mais o maligno não consegue suportar isso e foge.
            O desânimo não vem de Deus, sempre vem do inimigo, daquele que nos faz desistir de seguir em frente.
            Não temos por que temer o diabo, pois ele já foi derrotado. Ele é que tem de ter medo de você e de mim! A razão para isso é simples: nós somos filhos e filhas de Deus, herdeiros do Reino de Altíssimo. O maligno tem muita raiva, porque aquilo que foi dado a ele uma vez, agora é dado para nós. Ele tem raiva e ódio de nós por causa disso. Ele odeia a cada um de nós. E faz tudo para nos enganar, para que voltemos desencorajados e desanimados. Ele tenta nos enganar de várias maneiras.
            É nosso papel lutar contra essas táticas que inimigo de Deus utiliza para nos desanimar. Outra tática usada por ele é nos apresentar meias verdades, porque o demônio é um mentiroso, enganador, trapaceiro. Ele nos apresenta algo que parece muito bom, quando, na verdade, é muito ruim.
            O maligno diz que, por causa dos seus pecados, você não consegue fazer nenhuma tentativa para ser mais santo. E faz de tudo para que nós saiamos do caminho da vontade do Senhor. Muitas vezes, nós pensamos que tentações são apenas relacionadas ao sexo, à raiva, a sentimentos de ódio e vingança. Essas são grandes tentações. Mas temos de estar atentos a uma grande tentação que é não fazer a vontade de Deus. Ele ousou tentar Jesus a desobedecer ao Pai, quando O levou ao alto do monte e mostrou-Lhe as cidades, dizendo-Lhe que elas pertenciam a Ele.
            Irmãos e irmãs, será uma luta até o fim de nossa vida, mas se nós usarmos as armas certas não precisaremos ter medo nenhum. A primeira arma é a Eucaristia. O inimigo treme diante do Corpo de Cristo, porque é sinal de humildade, enquanto ele luta para ter poder. Jesus Cristo quis, por um momento, aniquilar a Si mesmo, entrando nas espécies do pão e do vinho para ficar perto de nós. Uma outra arma forte contra o maligno é o sacramento da confissão, que é mais poderoso do que a própria oração do exorcismo.