>

Mensagem do Dia:

Mensagem do dia: Quem não se ama não sabe amar ninguém!!
Versículo do dia: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim pra chamar justos, mas sim pecadores".
Mostrando postagens com marcador Papa Bento XVI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papa Bento XVI. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


PAPA BENTO XVI AUDIÊNCIA GERAL
Sala Paulo VIQuarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
[ Vídeo ]

 Queridos irmãos e irmãs,

           Hoje tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a finalidade de permitir que a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia - « Que todos sejam um, ó Pai » (Jo 17, 21) – cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade. Esta Semana de oração tem como tema « Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor » e quer pôr em evidência o poder transformador da fé em Cristo, que anima a nossa oração pela unidade visível da Igreja, Corpo de Cristo. O caminho da Igreja e dos povos está nas mãos de Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e a injustiça, que Ele suportou e sofreu por todos nós. A unidade plena e visível dos cristãos, pela qual suspiramos e rezamos, exige uma conversão interior pessoal e comunitária que nos faça entrar na vida nova em Cristo, que é a nossa vitória verdadeira e definitiva; tal unidade exige que nos deixemos transformar cada vez mais perfeitamente à imagem de Cristo, para assim participarmos da sua vitória, pois só Ele é capaz de nos transformar, de fracos e titubeantes, em fortes e corajosos operadores de bem.


* * *
           Amados peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os brasileiros vindos de São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, nesta Semana pela Unidade, para que possa crescer entre os cristãos o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração! E que Deus vos abençoe!


sábado, 14 de janeiro de 2012

Homilia do Papa Bento XVI para os seminaristas na JMJ 2011 - Íntegra

Catedral de Santa Maria la Real de la Almudena di Madrid                  Sábado, 20 de Agosto de 2011


Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid,
Queridos Irmãos no Episcopado,
Queridos sacerdotes e religiosos,
Queridos reitores e formadores,
Queridos seminaristas,
Meus amigos!
            Sinto uma profunda alegria ao celebrar a Santa Missa para todos vós, que aspirais a ser sacerdotes de Cristo para o serviço da Igreja e dos homens, e agradeço as amáveis palavras de saudação com que me acolhestes. Hoje esta Catedral de Santa Maria a Real da Almudena lembra um imenso cenáculo onde o Senhor desejou ardentemente celebrar a Sua Pascoa com todos vós que um dia desejais presidir em seu nome os mistérios da salvação. Vendo-vos, comprovo de novo como Cristo continua chamando jovens discípulos para fazer deles seus apóstolos, permanecendo assim viva a missão da Igreja e a oferta do evangelho ao mundo. Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai. Chamados por Ele, seguistes a sua voz; e, atraídos pelo seu olhar amoroso, avançais para o ministério sagrado. Ponde os vossos olhos n’Ele, que, pela sua encarnação, é o revelador supremo de Deus ao mundo e, pela sua ressurreição, é a fiel realização da sua promessa. Dai-Lhe graças por este sinal de predilecção que reserva para cada um de vós.
             A primeira leitura que escutámos mostra-nos Cristo como o novo e definitivo sacerdote, que fez uma oferta total da sua existência. A antífona do salmo aplica-se perfeitamente a Ele, quando, ao entrar no mundo, Se dirigiu a seu Pai dizendo: «Eis-me aqui para fazer a tua vontade» (cf. Sal 39, 8-9). Procurava agradar-Lhe em tudo: ao falar e ao agir, percorrendo os caminhos ou acolhendo os pecadores. A sua vida foi um serviço, e a sua dedicação abnegada uma intercessão perene, colocando-Se em nome de todos diante do Pai com Primogénito de muitos irmãos. O autor da Carta aos Hebreus afirma que, através desta entrega, nos tornou perfeitos para sempre, a nós que estávamos chamados a participar da sua filiação (cf. Heb 10, 14).
             A Eucaristia, de cuja instituição nos fala o evangelho proclamado (cf. Lc 22, 14-20), é a expressão real dessa entrega incondicional de Jesus por todos, incluindo aqueles que O entregavam: entrega do seu corpo e sangue para a vida dos homens e para a remissão dos pecados. O sangue, sinal da vida, foi-nos dado por Deus como aliança, a fim de podermos inserir a força da sua vida onde reina a morte por causa do nosso pecado, e assim destruí-lo. O corpo rasgado e o sangue derramado de Cristo, isto é, a sua liberdade sacrificada, converteram-se, através dos sinais eucarísticos, na nova fonte da liberdade redimida dos homens. N’Ele temos a promessa duma redenção definitiva e a esperança segura dos bens futuros. Por Cristo, sabemos que não estamos caminhando para o abismo, para o silêncio do nada ou da morte, mas seguindo para a terra prometida, para Ele que é nossa meta e também nosso princípio.
             Queridos amigos, vos preparais para ser apóstolos com Cristo e como Cristo, para ser companheiros de viagem e servidores dos homens. Como haveis de viver estes anos de preparação? Em primeiro lugar, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas actividades e estruturas pastorais da Igreja. Igreja, que é comunidade e instituição, família e missão, criação de Cristo pelo seu Espírito Santo e simultaneamente resultado de quanto a configuramos com a nossa santidade e com os nossos pecados. Assim o quis Deus, que não se incomoda de tomar pobres e pecadores para fazer deles seus amigos e instrumentos para redenção do género humano. A santidade da Igreja é, antes de mais nada, a santidade objectiva da própria pessoa de Cristo, do seu evangelho e dos seus sacramentos, a santidade daquela força do alto que a anima e impele. Nós devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar.
             Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis. É que ninguém escolhe o contexto nem os destinatários da sua missão. Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que se lhe exortava a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor.
             Configurar-se com Cristo comporta, queridos seminaristas, identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcançá-la (cf. Flp 3, 12-14).
            Mas Cristo, Sumo Sacerdote, é igualmente o Bom Pastor, que cuida das suas ovelhas até ao ponto de dar a vida por elas (cf. Jo 10, 11). Para imitar nisto também o Senhor, o vosso corações tem de ir amadurecendo no Seminário, colocando-se totalmente à disposição do Mestre. Dom do Espírito Santo, esta disponibilidade é que inspira a decisão de viver o celibato pelo Reino dos céus, o desprendimento dos bens da terra, a austeridade de vida e a obediência sincera e sem dissimulação.
            Pedi-Lhe, pois, que vos conceda imitá-Lo na sua caridade até ao fim para com todos, sem excluir os afastados e pecadores, de tal forma que, com a vossa ajuda, se convertam e voltem ao bom caminho. Pedi-Lhe que vos ensine a aproximar-vos dos enfermos e dos pobres, com simplicidade e generosidade. Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana e, consequentemente, seus defensores incondicionais. Apoiados no seu amor, não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter ou o prazer. Pode acontecer que vos desprezem, como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muito se prostram hoje. Será então que uma vida profundamente radicada em Cristo se revele realmente como uma novidade, atraindo com vigor a quantos verdadeiramente procuram Deus, a verdade e a justiça.
            Animados pelos vossos formadores, abri a vossa alma à luz do Senhor para ver se este caminho, que requer coragem e autenticidade, é o vosso, avançando para o sacerdócio só se estiverdes firmemente persuadidos de que Deus vos chama para ser seus ministros e plenamente decididos a exercê-lo obedecendo às disposições da Igreja.
            Com esta confiança, aprendei d’Aquele que Se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração, despojando-vos para isso de todo o desejo mundano, de modo que não busqueis o vosso próprio interesse, mas edifiqueis, com a vossa conduta, aos vossos irmãos, como fez o santo padroeiro do clero secular espanhol São João de Ávila. Animados pelo seu exemplo, olhai sobretudo para a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes. Ela saberá forjar a vossa alma segundo o modelo de Cristo, seu divino Filho, e vos ensinará incessantemente a guardar os bens que Ele adquiriu no Calvário para a salvação do mundo. Amem.


sábado, 26 de novembro de 2011

Discurso do Papa ao Pontifício Conselho para os Leigos - 2011 - na íntegra

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)



Discurso
Aos participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos
Sala Clementina
Sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!


             Estou feliz por encontrar a todos vós, membros e consultores do
Pontifício Conselho para os Leigos, reunidos para a XXV Assembleia Plenária. Saúdo de modo particular o Cardeal Stanisław Ryłko e agradeço-o pelas cordiais palavras que me dirigiu, bem como a Dom Josef Clemens, secretário. Uma cordial boas-vindas a todos, de modo especial aos fiéis leigos, mulheres e homens, que compõem o Dicastério. O período transcorrido desde a última Assembleia Plenária empenhou-vos em várias iniciativas, entre as quais gostaria de recordar o Congresso para os Fiéis Leigos da Ásia e a Jornada Mundial da Juventude de Madri. Foram momentos muitos intensos de fé e de vida eclesial, importantes também na perspectiva dos grandes eventos eclesiais que celebraremos no próximo ano: a XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização e a abertura do Ano da Fé.
            O Congresso para os Leigos da Ásia foi organizado no ano passado em Seul, com o auxílio da Igreja na Coreia, com o tema "Proclaiming Jesus Christ in Asia Today" (Proclamando Jesus Cristo na Ásia Hoje). O vastíssimo continente asiático hospeda povos, culturas e religiões diversas, de antiga origem, mas o anúncio cristão chegou até agora somente a uma pequena minoria, que não raramente vive a fé em um contexto difícil, às vezes também de verdadeira perseguição. O Congresso ofereceu a ocasião aos fiéis leigos, às associações, aos movimentos e às novas comunidades que trabalham na Ásia, reforçar o compromisso e a coragem para a missão. Esses nossos irmãos testemunham de modo admirável a sua adesão a Cristo, deixando entrever como, na Ásia, graças à sua fé, se estão abrindo para a Igreja do terceiro milênio vastos cenários de evangelização. Aprecio que o Pontifício Conselho para os Leigos esteja organizando um análogo Congresso para os Leigos da África, previsto para o Camarões no próximo ano. Tais encontros continentais são preciosos para dar impulso à obra de evangelização, para reforçar a unidade e tornar sempre mais saudáveis os laçoes entre Igrejas particulares e a Igreja universal.
             Gostaria, além disso, de atrair a atenção à última Jornada Mundial da Juventude em Madri. O tema era a fé: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Col 2,7). E, verdadeiramente, pude contemplar uma multidão imensa de jovens, reunidos entusiasmados de todo o mundo para encontrar o Senhor e viver a fraternidade universal. Uma extraordinária cascata de luz, de alegria e de esperança iluminou Madri, mas também a velha Europa e o mundo inteiro, repropondo de modo claro modo claro a atualidade da busca de Deus. Ninguém pôde permanecer indiferente, ninguém pôde pensar que a questão de Deus seja irrelevante para o homem de hoje. Os jovens do mundo inteiro esperam com anseio poder celebrar as Jornadas Mundias a eles dedicadas, e sei que já começou o trabalho para o evento no Rio de Janeiro, em 2013.
             A esse propósito, parece-me particularmente importante terdes desejado afrontar este ano, na Assembleia Plenária, o tema de Deus: "A questão de Deus hoje". Não deveremos nunca nos cansar de repropor tal pergunta, de "recomeçar de Deus", para dar novamente ao homem a totalidade das suas dimensões, a sua plena dignidade. De fato, uma mentalidade que andou difundindo-se no nosso tempo, renunciando a toda a referência ao transcendente, demonstrou-se incapaz de compreender e preservar o humano. A difusão desta mentalidade gerou a crise que vivemos hoje, que é crise de significado e de valores, antes que crise econômica e social. O homem que busca existir somente positivisticamente, no calculável e mensurável, no fim, fica sufocado. Nesse quadro, a questão de Deus é, em um certo sentido, "a questão das questões". Essa reporta-nos às questões de fundo do homem, às aspirações de verdade, de felicidade e de liberdade inerentes ao seu coração, que buscam uma realização. O homem que desperta em si a questão de Deus abre-se à esperança, a uma esperança confiável, pela qual vale a pena enfrentar o cansaço do caminho no presente (cf.
Spe salvi, 1).
             Mas como despertar a questão sobre Deus, para que seja a questão fundamental? Queridos amigos, se é verdade que "o início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa" (
Deus caritas est, 1), a questão sobre Deus é despertada pelo encontro com quem tem o dom da fé, com quem tem uma relação vital com o Senhor. Deus é conhecido através dos homens e mulheres que o conhecem: a estrada rumo a Ele passa, de modo concreto, através de quem a encontrou. Aqui o vosso papel de fiéis leigos é particularmente importante. Como observa a Christifideles laici, é essa a vossa específica vocação: na missão da Igreja "... lugar de relevo, em razão da sua 'índole secular', que os empenha, com modalidades próprias e insubstituíveis, na animação cristã da ordem temporal" (n. 36). Sois chamados a oferecer um testemunho transparente da relevância da questão de Deus em cada campo do pensar e do agir. Na família, no trabalho, bem como na política e na economia, o homem contemporâneo tem necessidade de ver com os próprios olhos e de tocar com as mãos como, com Deus ou sem Deus, tudo muda.
             Mas o desafio de uma mentalidade fechada ao transcendente obriga também os mesmos cristãos a tornar de modo mais decidido a centralidade de Deus. Às vezes, preocupa-nos que a presença dos cristãos no social, na política ou na economia resulte mais incisiva, e talvez não tenhamos nos preocupado com a solidez de sua fé, como se fosse um dado adquirido de uma vez por todas. Na realidade, os cristãos não habitam um planeta distante, imune às "doenças" do mundo, mas partilham das turbulências, desorientação e dificuldades do seu tempo. Por isso, não é menos urgente repropor a questão de Deus também no mesmo tecido eclesial. Quantas vezes, não obstante o se definir cristãos, Deus, de fato, não é o ponto de referência central no modo de pensar e de agir nas escolhas fundamentais da vida. A primeira resposta ao grande desafio do nosso tempo está, portanto, na profunda conversão do nosso coração, para que o Batismo que nos tornou luz do mundo e sal da terra possa verdadeiramente transformar-nos.
             Queridos amigos, a missão da Igreja tem necessidade da contribuição de todos os seus membros e de cada um, especialmente dos fiéis leigos. Nos ambientes de vida em que o Senhor vos chamou, sede testemunhas corajosas do Deus de Jesus Cristo, vivendo o vosso Batismo. Por isso, confio-vos à intercessão da Beata Virgem Maria, Mãe de todos os povos, e de coração concedo a vós e aos vossos queridos a Bênção Apostólica.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Jesus se identifica com o semeador", destaca Bento XVI na oração do Angelus do último domingo.

            Na oração do Angelus deste domingo, 10, no pátio interno da residência pontifícia de Castel Gandolfo, o papa Bento XVI refletiu a parábola do Semeador. "Jesus se identifica com o semeador, que espalha a boa semente da Palavra de Deus e percebe seus vários efeitos, segundo o tipo de acolhimento ao anúncio", disse o pontífice.
"            Existe aquele que escuta superficialmente a Palavra, mas não a acolhe; aquele que a acolhe, mas não tem constância e perde tudo; aquele que é tomado pelas preocupações e seduções do mundo; e aquele que escuta de forma receptiva como a terra boa: aqui a Palavra dá fruto em abundância" – frisou Bento XVI.
            O mesmo Evangelho deste domingo insiste também no método da pregação de Jesus, ou seja, o uso das parábolas. Porque lhes falas em parábola?, perguntam os discípulos e Jesus responde fazendo a distinção entre eles e a multidão: "aos discípulos, ou seja, aqueles que já optaram por Ele, Jesus pode falar do Reino de Deus abertamente, aos outros, deve anunciá-lo em parábolas, para incentivar a decisão, a conversão do coração.
            As parábolas, por sua natureza pedem um esforço de interpretação, interpelam a mente e a liberdade. No fundo, a verdadeira Parábola de Deus é Jesus, a sua Pessoa que através da humanidade, esconde e ao mesmo tempo revela a divindade. Deste modo Deus não nos obriga a crer Nele, mas nos atrai a Si com a verdade e a bondade de seu Filho encarnado: de fato, o amor respeita sempre a liberdade".
            "Devemos aprender com o grande Patriarca do monaquismo ocidental a dar a Deus o lugar que Lhe cabe, o primeiro lugar, oferecendo a Ele, com a oração da manhã e da noite, as atividades cotidianas", concluiu o papa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dia do Papa - Papa Bento XVI

            É festejando o dia do Papa que hoje vamos conhecer mais o nosso atual Papa, o Benedict XVI. Bento XVI é Papa desde o dia 19 de Abril de 2005. Foi eleito como o 266º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o atual Sumo Pontífice da Igreja Católica. Foi eleito para suceder o Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril.

Primeira declaração
            Em resposta ao anúncio da eleição, sua primeira declaração ao público, depois de eleito Papa, foi:
"Queridos irmãos e irmãs: Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado."


Pensamento teológico
            Considerando toda a sua obra literária, as suas atitudes como sacerdote e bispo ao longo da sua vida religiosa, e ainda do que se verifica dos anos passados à frente da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger possui um pensamento católico ortodoxo que, para muitos de seus críticos, é tido como sendo conservador. Bento XVI tem adotado, no seu Pontificado, propostas semelhantes às do seu antecessor relativos à moral e ao dogma católico.
            Na década de 1990 o Cardeal Ratzinger participou da elaboração de documento sobre a concepção humana como sendo o momento da animação. A partir da união do óvulo com o espermatozóide temos uma vida humana perante Deus. Assim, é impossível que a Santa Sé mude sua posição diante das pesquisas com células estaminais (células tronco) embrionárias ou diante do aborto. Na verdade esperava-se que o Papa reafirmasse o Magistério constante da Igreja sobre estes e outros temas da atualidade relacionados com a Moral, a Ética e a Doutrina Social da Igreja, o que de fato ocorreu.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mensagem do Papa ao Dia Mundial das Missões - 2011 (Resumo)

Tradução: Nicole Melhado
Boletim da Santa Sé

 
           Em ocasião do Jubileu de 2000, o Venerável João Paulo II, ao início de um novo milênio da era cristã, reiterou com força a necessidade de renovar o empenho de levar a todos o anúncio do Evangelho “com o mesmo ímpeto dos cristãos dos primeiros tempos” (Carta ap. Novo Millenium Ineunte, 58).
            É o serviço mais precioso que a Igreja pode render à humanidade e à cada pessoa que busca razões profundas  para viver em plenitude a própria existência. Por isso, aquele mesmo convite ressoa, a cada ano, na celebração do Dia Mundial das Missões.
           O incessante anúncio do Evangelho, de fato, aviva também a Igreja, o seu fervor, o seu espírito apostólico, renova os seus métodos pastorais para que seja sempre mais apropriado às novas situações – também aqueles que requerem uma nova evangelização – e animados pelo lançamento missionário: “A missão renova a Igreja, revigora a fé e a identidade cristã, dá novo entusiasmo e novas motivações. A fé reforça doando-a! A nova evangelização dos povos cristãos encontrará inspiração e sustento no empenho para a missão universal” (João Paulo II, Enc. Redemptoris missio, 2).
O Papa João Paulo II exorta a serem “vigilantes e prontos a reconhecer Seu rosto e correr para os nossos irmãos levando o grande anúncio: 'Vimos o Senhor!'” (Carta ap. Novo Millenium Ineunte, 59).


A todos
            Destinados ao anúncio do Evangelho são todos os povos. A Igreja, “por natureza é missionaria, porque deriva da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o designo de Deus Pai” (CONC. ECUM. VAT. II, Decr. Ad gentes, 2).  Esta é “a graça e a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda. Essa existe para evangelizar” (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 14).
            Por consequência, não pode jamais fechar-se em si mesma. Está enraizada  em determinados lugares para andar em outros. A sua ação, em adesão à Palavra de Cristo e sobre a efusão da sua graça e da sua caridade, se faz plena e atualmente presente a todos os homens e a todos os povos para conduzi-los à fé em Cristo (cfr Ad gentes, 5).
           É importante que esteja cada batizado e estejam as comunidades eclesiais interessadas não de modo esporádico e ocasionalmente à missão, mas de modo constante, como forma de vida cristã. O mesmo Dia das Missões não é um momento isolado no curso do ano, mas é uma precisa ocasião para parar a fim de refletir se e como respondemos à vocação missionária; uma resposta essencial para a vida da Igreja.
Evangelização global             A evangelização é um processo complexo e compreende vários elementos. Entre eles, uma atenção particular da parte da animação missionária checando se esta sempre foi dada à solidariedade. Este é também um dos objetivos do Dia Mundial das Missões, que, por meio das Pontifícias Obras Missionárias, solicita ajuda para o desenvolvimento dos deverem de evangelização nos territórios de missão.
            Assim, por meio da participação corresponsável para com a missão da Igreja, o cristão torna-se construtor da comunhão, da paz, da solidariedade que Cristo nos doou, e colabora com a realização do plano de salvação de Deus para toda humanidade.
            O Dia das Missões revive em cada um o desejo e a alegria de “andar” ao encontro da humanidade levando a todos o Cristo. No Seu nome, de coração vos concedo a minha Bênção Apostólica, em particular aqueles que lutam e sofrem mais por causa do Evangelho.


Vaticano, 6 de janeiro de 2011, Solenidade de Epifania do Senhor


domingo, 28 de novembro de 2010

Fala do Papa sobre camisinha não é 'mudança revolucionária', diz Vaticano

Em um livro de entrevistas a ser lançado na terça-feira (23), o Papa Bento XVI afirma que o uso de preservativos é justificado "em certos casos", especialmente para reduzir o risco de contaminação pelo vírus da Aids. O Papa cita como exemplo uma prostituta que, ao usar o preservativo para se proteger, estaria dando "o primeiro passo para uma moralização".
O livro, que será publicado na Alemanha e tem como título "Luz do mundo: o Papa, a Igreja e os sinais do tempo", é baseado em 20 horas de entrevistas conduzidas pelo jornalista Peter Seewald"No raciocínio do Papa está claro que não pode ser definido uma mudança revolucionária", afirmou neste domingo (21) o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, em nota na qual "explicou" as declarações de Bento XVI sobre a luta contra a Aids e o uso de preservativos, do livro "Luz do Mundo", do escritor alemão Peter Seeewald.
Perguntado sobre sexualidade, Bento XVI diz no livro que "se basear só" no preservativo significa "banalizar" a sexualidade e isso faz com que muitas pessoas não vejam nela a expressão do amor, "mas uma espécie de droga, que fornecem a si mesmos".
Mas acrescenta: "Podem ter alguns casos em que se justifique o uso do preservativo, quando, por exemplo, uma prostituta utiliza um profilático. Isso pode ser o primeiro passo em direção a uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade, consciente de que nem tudo é permitido e não se pode fazer tudo o que quer", afirma.
Segundo Federico Lombardi, as palavras do Papa "não mudam as doutrinas da Igreja, mas as reafirmam na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade".