>

Mensagem do Dia:

Mensagem do dia: Quem não se ama não sabe amar ninguém!!
Versículo do dia: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim pra chamar justos, mas sim pecadores".
Mostrando postagens com marcador O Leigo Católico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Leigo Católico. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Santa Rita de Cassia, rogai por nós!

Santa Rita de Cássia
Santa Rita de Cássia
Monja Agostiniana
Nascimento1381 em RoccaporenaItália
Morte22 de maio de 1457 (76 anos) em Cássia,Itália
Veneração porIgreja Católica
Beatificação1627Roma por Papa Urbano VIII
Canonização24 de Maio de 1900Roma por Papa Leão XIII
PrincipaltemploBasílica de Santa RitaCássia
Festa litúrgica22 de Maio
AtribuiçõesCrucifixorosas
Padroeiradas causas impossíveis, dos doentes e das mães


      Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se à vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.
       Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.
        Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. E passou por um grande sofrimento ao ter o marido assassinado e ao descobrir depois que os dois filhos pensavam em vingar a morte do pai. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que os levasse antes que cometessem esse grave pecado. Pouco tempo mais tarde, os dois rapazes morreram depois de preparar-se para o encontro com Deus.
       Sem o marido e filhos, Santa Rita entregou-se à oração, penitência e obras de caridade e tentou ser admitida no Convento Agostiniano em Cássia, fato que foi recusado no início. No entanto, ela não desistiu e manteve-se em oração, pedindo a intercessão de seus três santos patronos – São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolas de Tolentino – e milagrosamente foi aceita no convento. Isso aconteceu por volta de 1441.
       Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.
      Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa exemplar.
       Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada.
         Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez padecer por 4 anos.
       Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida, pois é conhecida como a “Santa dos Impossíveis”.
Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

(Santa Rita é invocada em especial para causas impossíveis)
Ó Poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés uma alma desamparada que, necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida por vós que tem o título de santa dos casos impossíveis e desesperados. Ó cara santa, interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a graça de que tanto necessito (faça o pedido). Não permitais que tenha de me afastar de vossos pés sem ser atendido. Se houver em mim algum obstáculo que me impeça de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste. Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, em união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança. Por vosso intermédio, espero tranquilamente a graça que vos peço. Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.

domingo, 7 de abril de 2013

Programação da Festa de São José de Leonissa em Itaocara!

Dunga, Tony Allysson, Anjos de Resgate e Eugenio Jorge...Quem vai ficar de fora dessa???

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Corpus Christi - Solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo

É com muita saudade e uma pitada de tristeza, misturada com alegria, que começo esse post.
Porque sabemos que é uma liturgia que envolve diretamente toda a comunidade, seja na confecção dos tapetes, seja na procissão, seja no ápice que é a Santa Missa solene..
Mas estou longe da minha comunidade de coração, onde sempre pude participar de toda a liturgia festejada nesse dia, com meus irmãos da graça...
Então, para matar um pouco a saudade, e mostrar que o tapete da minha comunidade de coração (Fanuel)  ficou lindo, eu publico a imagem do belo trabalho feito hoje de manhã, em Nova Friburgo.


domingo, 20 de maio de 2012

Incendeia minha alma!

Essa música é uma perfeita oração!
Vamos rezar com ela agora?

 

sábado, 12 de maio de 2012

Maio: Mês de Maria, a escolhida de Deus!


        Maria foi aquela concebida sem o pecado original, pois só uma mulher sem pecado poderia gerar o salvador. 
       Nós católicos não "adoramos" a Maria, como muitos insistem em dizer, temos por Maria veneração, respeito, pela esposa e mãe que ela foi. Sabemos que Maria não tem o poder de realizar milagres, mas a temos como aquela que intercede a Jesus por nós. O que uma mãe não pede ao filho, e que este não atende?..Maria é advogada nossa. Assim como aqui na terra pedimos a nossos irmãos que eles orem por nós, temos lá no céu, uma pessoa que viveu sua vida aqui em plena santidade, e por isso vive junto ao nosso Senhor, como Mãe respeitada que sempre foi. 
           Sim cremos que Maria foi elevada ao céu pelas mãos de seu filho, é lógico pensar que a pessoa que deu a luz ao nosso Salvador, não seria deixada aqui para viver a morte como um qualquer (morte esta vencida através da Ressurreição de Jesus) pois ela não foi uma pessoa qualquer. Como eu disse: Só um ser santo, poderia dar a luz a um ser santo!...Maria foi escolhida mesmo antes de seu nascimento, e assim preparada, purificada de todo o pecado, inclusive o original.
          Meus irmãos o amor a Maria, não é simples questão de escolha, é sentimento!..E isso não pode ser questão de debate, questão de briga entre religiões. Porque falar que Maria foi uma mulher assim como Rute, ou outras mulheres bíblicas! Não! Ela não foi! E, aliás, tem um grande porém: Rute por exemplo, provou do pecado, Maria não. E isso é confirmado quando o Anjo Gabriel diz a Maria: "Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo".
           Assim para terminar, a única coisa que peço, é que Mesmo que não tenham Maria como Mãe, dada a nós pelo próprio Jesus na cruz quando disse ao discípulo amado" Eis aí a tua mãe " e disse a Maria: " Eis aí o teu filho", que a respeitem. Respeitem como Mãe de nosso Senhor, único digno de toda adoração e glória!


Amanda Castro.

domingo, 6 de maio de 2012

Ministros Extraordinários da Eucaristia

           O Concílio Vaticano II esclareceu que a Igreja, toda ela, em todos seus segmentos, é servidora. Os padre não são os únicos ministros. Notar bem que ministério significa serviço!
         O Ministro Extraordinário da Eucaristia é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada permissão, de forma temporária ou permanente, de distribuir a comunhão aos fiéis, na missa ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispopresbítero ou diácono) que o possa fazer.
           Como o número de sacerdotes, geralmente e em muitos lugares, é insuficiente para atender todas as tarefas que lhe competem, foi instituído o Ministério Extraordinário da Eucaristia, ou da Comunhão, como preferem alguns.
           Na Celebração da Eucaristia, os Ministros da Eucaristia ajudam o padre na distribuição da Comunhão. Eles podem também atender os doentes, levando para eles, em suas casas ou nos hospitais, a santa Comunhão.
           O trabalho pode ser exercido pelos Ministros da Eucaristia é "extraordinário", isto é, não é verdadeiramente próprio. O sacerdote é o ministro extraordinário da Eucaristia. Por causa do grande volume de afazeres, e por causa de existir um número insuficiente de padres e diáconos, foi instituído o "Ministério Extraordinário".
           O mandato para exercer o Ministério Extraordinário da Eucaristia não é permanente. Essa função é temporária. O tempo do mandato deve ser estabelecido pelo bispo. Pode ser renovado, conforme as circunstâncias. Mas é bom que haja alternância de ministros para que ninguém se sinta melhor que os outros. A responsabilidade é muito grande e o ministro deve ser uma pessoa, homem ou mulher, de vida exemplar.
           Nos lugares onde não há habitualmente um sacerdote, os ministros podem presidir a Celebração da Palavra. Nessas celebrações, feitas geralmente aos sábados a noite e aos domingos, os ministros distribuem a comunhão. Logicamente, as hóstias devem ser aquelas que foram consagradas previamente, quando um sacerdote rezou Missa na comunidade.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Oração da mulher cristã

Senhor, dá-me de Raquel a arte de fazer-me amar.
Dá-me de Jocabed o espírito de sacrifício e renúncia.
Dá-me de Débora, a solidariedade e o estímulo.
De Rute, dá-me a dedicação e a bondade.
De Ana, dá-me a fé, a fibra para cumprir o voto.
Dá-me a astúcia de Micol, para usá-la no bem e não para o mal.
Como Abigail, faz-me mensageira da paz.
Como Ester, que eu seja desinteressada e altruísta.
Como Maria Santíssima, faz-me pura e humilde, e como Isabel, capaz de regozijar-me com o bem alheio.
De Marta, dá-me a disposição para o trabalho material e de Maria, o anseio espiritual.
Como Dorcas, a costureira, que eu seja útil ao necessitado.
E como Lídia, a mulher hospedeira, que eu abra a porta ao que chegar cansado.
Como a mulher samaritana, que eu corra a falar da salvação.
Amém.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Então por que as coisas não vão bem?

"Quando o pecado entra no coração do homem, priva-o de Deus ao retirar-lhe a graça do Senhor. Por isso diz a escritura: 'Com efeito, todos pecaram e todos estão privados da Glória de Deus. (Rm 3,23)'. Isso significa que, com esse mal, o homem perdeu a graça de Deus, abandonou os seus direitos sobre o Céu, mereceu as penas eternas do inferno e renunciou a todo o amos de Deus. Por essas razão, sente em seu coração, que Deus o esqueceu, porque já não consegue sentir esse amor.



O coração que está afetivamente preso ao pecado, mesmo que diga que é apenas um fiozinho que o segura, não consegue experimentar as maravilhas do amor de Deus. A teia de aranha é apenas um fiozinho e, no entanto, é o material mais resistente da natureza, um fio de aço da mesma espessura não possui a mesma resistência. Por mais frágil que pareça o pecado, ele impede de experimentar o amor de Deus. Basta uma gota de óleo para tornar muitos litros d'água impróprios para o consumo, basta uma gota do fel do pecado para amargar o coração dos filhos de Deus."

Trecho tirado do livro: Vencendo Aflições Alcançando Milagres 
                                    "Márcio Mendes"
                                     Editora Canção Nova

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Viver bem a quaresma!




Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.” (2 Cor 6, 1-2).
Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.
Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, ”voltamos ao pó” que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: “És pó, e ao pó tu hás de tornar”. (Gênesis 2, 19)
Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.
Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola (“remédios contra o pecado”). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: “ Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal.”
Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.
Quaresma é um tempo de “rever a vida” e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca”.
Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.
Santo Agostinho dizia que “o pecador não suporta nem a si mesmo”, e que “os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”. A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.
Para isso podemos fazer uma Confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a Confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: “a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Jesus quis que nos confessemos com o Sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do Confessor e entregar a Cristo nele representado, as suas misérias.
Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.
Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua “lembrança”, mas a sua “presentificação”; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, “torna-se presente a nossa redenção”.
Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor.





Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

“Porque sois Bendita, ó Maria!”

           Quantas vezes rezamos – “Ave Maria, cheia de graça… bendita sois vós entre as mulheres…”. Fixemo-nos nesta exclamação que brota sempre do fundo do coração quando a rezamos. Sua fundamentação bíblica se encontra na visitação de Maria a sua prima Isabel, em que contemplamos a alegre visita de Deus a humanidade.
          Por que Isabel a chamou de bendita, abençoada, ditosa e feliz? (cf. Lc 1,42).
Inspiro-me num Sermão do Bispo São Sofrônio (séc. VIII) para as primeiras respostas…
           Ó Maria, vós sois bendita entre todas as mulheres! Sim, sois verdadeiramente, plenamente abençoada, ditosa e feliz!
Vós sois bendita, porque transformastes a maldição de Eva em bênção, fazendo com que Adão abatido pela maldição fosse por vós erguido e abençoado.
Vós sois bendita, porque vossos antepassados encontram em vós a salvação, pois destes a luz ao Salvador que obteve para eles a salvação eterna.
Vós sois bendita, porque sem contribuição de homem algum produzistes o fruto que trouxe a bênção para toda a terra, para toda a humanidade. A maldição que só produzia espinhos, enfim, foi redimida pela vossa participação.
Vós sois bendita, porque embora sendo apenas uma simples mulher, vos tornastes Mãe de Deus. Sendo Aquele que nasceu de vós realmente Deus feito homem, sois com razão chamada Mãe de Deus, dando verdadeiramente à luz Aquele que amamos, adoramos: Deus!
Completando a reflexão de São Sofrônio (que o leitor poderá continuá-la):
Vós sois bendita, porque guardastes o próprio Deus no claustro do vosso seio. Habitou em vós Aquele que trouxe para toda a humanidade a alegria e a luz divina.
Vós sois bendita, porque não hesitastes em dizer SIM ao Projeto divino.
Vós sois bendita, porque fostes preservada da mancha do pecado original, da desobediência, da arrogância, da prepotência.
Vós sois bendita, porque não soubestes fazer outra coisa, a não ser a vontade suprema e divina.
Vós sois bendita, porque não tivestes medo de participar decididamente na obra da redenção.
Vós sois bendita, porque não deixastes o medo calar vosso coração.
Vós sois bendita, porque vossos olhos eram inteiramente voltados para Deus e Seu Projeto de Amor.
Vós sois bendita, porque acompanhastes, educastes, participastes da vida do Redentor.
Vós sois bendita, porque como mãe, educadora, terna e mansa possibilitastes, ao lado de José, que Jesus crescesse em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus.
Vós sois bendita, porque jamais deixastes morrer dentro de ti o sonho, a esperança, a confiança que contemplamos quando rezastes o Magnificat, o canto dos pobres. O sonho de um mundo transformado, em que o novo céu e a nova terra se preanunciam como realidade.
Vós sois bendita, porque não abandonastes vosso Filho, em Sua missão, nem na hora da Paixão, tão pouco na hora da Cruz.
Vós sois bendita, porque deixastes nascer dentro do coração a fé e o reconhecimento de vosso Filho desde a aurora de Sua Ressurreição.
Vós sois bendita, porque continuas presente em cada Eucaristia que celebramos; desde a primeira, em que vosso Filho, aparentemente ausente, presente estava no Mistério do Pão e do Vinho, consagrados e partilhados.
Vós sois bendita, porque jamais deixastes de acompanhar a história da humanidade. Vossas aparições e a devoção de todos os povos são a mais pura confirmação.
Vós sois bendita, ó Maria!
Bendita sois vós ontem, hoje e sempre! Amém.

Padre Otacilio F. Lacerda
Presbítero da Diocese de Guarulhos
Pároco da Paróquia Santo Antônio de Gopoúva.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Todos por um estado laico!!

Penitência: TCU sentencia Sônia Hernandes a devolver dinheiro e pagar multa ao Erário 
            
            A bispa Sônia Hernandes, líder da Igreja Renascer
em Cristo, foi condenada a devolver R$ 785 mil aos cofres públicos. Em 2004, esse dinheiro foi repassado à Fundação Renascer, presidida pela bispa. Deveria ter sido aplicado na alfabetização de 8 mil pessoas. Não há provas de que tenha sido gasto para esse fim. Pior: os recursos foram sacados na boca do caixa e não podem ser rastreados. As irregularidades levaram o Tribunal de Contas da União a multar Sônia Hernandes em mais R$ 100 mil. Não chega a ser surpresa num currículo que inclui prisão nos Estados Unidos e acusações por lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica no Brasil. Os advogados da pastora dizem que ela ainda não foi informada da sentença.

Opnião do Leigo: Por que o estado não é totalmente laico?
Porque notícias assim já viraram costumeiras? Por que pequenas igrejas viraram grandes negócios? Por que o dinheiro publico continua sendo motivo de farra para as religiões? Pergunto-me: por que?????


Fonte: Revista época
(FOTO: Nelson Antoine/Futura Press)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


PAPA BENTO XVI AUDIÊNCIA GERAL
Sala Paulo VIQuarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
[ Vídeo ]

 Queridos irmãos e irmãs,

           Hoje tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a finalidade de permitir que a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia - « Que todos sejam um, ó Pai » (Jo 17, 21) – cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade. Esta Semana de oração tem como tema « Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor » e quer pôr em evidência o poder transformador da fé em Cristo, que anima a nossa oração pela unidade visível da Igreja, Corpo de Cristo. O caminho da Igreja e dos povos está nas mãos de Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e a injustiça, que Ele suportou e sofreu por todos nós. A unidade plena e visível dos cristãos, pela qual suspiramos e rezamos, exige uma conversão interior pessoal e comunitária que nos faça entrar na vida nova em Cristo, que é a nossa vitória verdadeira e definitiva; tal unidade exige que nos deixemos transformar cada vez mais perfeitamente à imagem de Cristo, para assim participarmos da sua vitória, pois só Ele é capaz de nos transformar, de fracos e titubeantes, em fortes e corajosos operadores de bem.


* * *
           Amados peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os brasileiros vindos de São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, nesta Semana pela Unidade, para que possa crescer entre os cristãos o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração! E que Deus vos abençoe!


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Está com a fé fria? A cura está na Eucaristia!!

          Muitas pessoas se esfriaram na fé, principalmente porque enfrentaram falsas religiões ou buscaram métodos de cura e libertação em filosofias, crenças e práticas não cristãs. Esses métodos levam as pessoas a se voltarem para si mesmas, o que acaba atingindo a sua fé.  Em alguns casos, como mudança de cidade, onde não se conhece a comunidade, também podem afetar um pouco o calor que só a permanencia na oração nos favorece.
          As pessoas tornam-se vítimas da incredulidade. Tudo se reduz ao nível simplesmente humano, e, sem perceber, a fé se anula. Surgem as justificativas para a pouca oração, para não participar da Eucaristia. A morte da fé vai acontecendo de maneira muito “nobre e diplomática”.
          
           A cura para todos esses males está na Eucaristia. Os nossos olhos também se abrirão e reconheceremos Jesus, “ao partir do pão”. Não precisará que Ele esteja visível diante de nós. Ele permanecerá oculto na Eucaristia, e a venda dos nossos olhos cairá.

Deus o abençoe!

Fonte:
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sábado, 14 de janeiro de 2012

Homilia do Papa Bento XVI para os seminaristas na JMJ 2011 - Íntegra

Catedral de Santa Maria la Real de la Almudena di Madrid                  Sábado, 20 de Agosto de 2011


Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid,
Queridos Irmãos no Episcopado,
Queridos sacerdotes e religiosos,
Queridos reitores e formadores,
Queridos seminaristas,
Meus amigos!
            Sinto uma profunda alegria ao celebrar a Santa Missa para todos vós, que aspirais a ser sacerdotes de Cristo para o serviço da Igreja e dos homens, e agradeço as amáveis palavras de saudação com que me acolhestes. Hoje esta Catedral de Santa Maria a Real da Almudena lembra um imenso cenáculo onde o Senhor desejou ardentemente celebrar a Sua Pascoa com todos vós que um dia desejais presidir em seu nome os mistérios da salvação. Vendo-vos, comprovo de novo como Cristo continua chamando jovens discípulos para fazer deles seus apóstolos, permanecendo assim viva a missão da Igreja e a oferta do evangelho ao mundo. Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai. Chamados por Ele, seguistes a sua voz; e, atraídos pelo seu olhar amoroso, avançais para o ministério sagrado. Ponde os vossos olhos n’Ele, que, pela sua encarnação, é o revelador supremo de Deus ao mundo e, pela sua ressurreição, é a fiel realização da sua promessa. Dai-Lhe graças por este sinal de predilecção que reserva para cada um de vós.
             A primeira leitura que escutámos mostra-nos Cristo como o novo e definitivo sacerdote, que fez uma oferta total da sua existência. A antífona do salmo aplica-se perfeitamente a Ele, quando, ao entrar no mundo, Se dirigiu a seu Pai dizendo: «Eis-me aqui para fazer a tua vontade» (cf. Sal 39, 8-9). Procurava agradar-Lhe em tudo: ao falar e ao agir, percorrendo os caminhos ou acolhendo os pecadores. A sua vida foi um serviço, e a sua dedicação abnegada uma intercessão perene, colocando-Se em nome de todos diante do Pai com Primogénito de muitos irmãos. O autor da Carta aos Hebreus afirma que, através desta entrega, nos tornou perfeitos para sempre, a nós que estávamos chamados a participar da sua filiação (cf. Heb 10, 14).
             A Eucaristia, de cuja instituição nos fala o evangelho proclamado (cf. Lc 22, 14-20), é a expressão real dessa entrega incondicional de Jesus por todos, incluindo aqueles que O entregavam: entrega do seu corpo e sangue para a vida dos homens e para a remissão dos pecados. O sangue, sinal da vida, foi-nos dado por Deus como aliança, a fim de podermos inserir a força da sua vida onde reina a morte por causa do nosso pecado, e assim destruí-lo. O corpo rasgado e o sangue derramado de Cristo, isto é, a sua liberdade sacrificada, converteram-se, através dos sinais eucarísticos, na nova fonte da liberdade redimida dos homens. N’Ele temos a promessa duma redenção definitiva e a esperança segura dos bens futuros. Por Cristo, sabemos que não estamos caminhando para o abismo, para o silêncio do nada ou da morte, mas seguindo para a terra prometida, para Ele que é nossa meta e também nosso princípio.
             Queridos amigos, vos preparais para ser apóstolos com Cristo e como Cristo, para ser companheiros de viagem e servidores dos homens. Como haveis de viver estes anos de preparação? Em primeiro lugar, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas actividades e estruturas pastorais da Igreja. Igreja, que é comunidade e instituição, família e missão, criação de Cristo pelo seu Espírito Santo e simultaneamente resultado de quanto a configuramos com a nossa santidade e com os nossos pecados. Assim o quis Deus, que não se incomoda de tomar pobres e pecadores para fazer deles seus amigos e instrumentos para redenção do género humano. A santidade da Igreja é, antes de mais nada, a santidade objectiva da própria pessoa de Cristo, do seu evangelho e dos seus sacramentos, a santidade daquela força do alto que a anima e impele. Nós devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar.
             Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis. É que ninguém escolhe o contexto nem os destinatários da sua missão. Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que se lhe exortava a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor.
             Configurar-se com Cristo comporta, queridos seminaristas, identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcançá-la (cf. Flp 3, 12-14).
            Mas Cristo, Sumo Sacerdote, é igualmente o Bom Pastor, que cuida das suas ovelhas até ao ponto de dar a vida por elas (cf. Jo 10, 11). Para imitar nisto também o Senhor, o vosso corações tem de ir amadurecendo no Seminário, colocando-se totalmente à disposição do Mestre. Dom do Espírito Santo, esta disponibilidade é que inspira a decisão de viver o celibato pelo Reino dos céus, o desprendimento dos bens da terra, a austeridade de vida e a obediência sincera e sem dissimulação.
            Pedi-Lhe, pois, que vos conceda imitá-Lo na sua caridade até ao fim para com todos, sem excluir os afastados e pecadores, de tal forma que, com a vossa ajuda, se convertam e voltem ao bom caminho. Pedi-Lhe que vos ensine a aproximar-vos dos enfermos e dos pobres, com simplicidade e generosidade. Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana e, consequentemente, seus defensores incondicionais. Apoiados no seu amor, não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter ou o prazer. Pode acontecer que vos desprezem, como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muito se prostram hoje. Será então que uma vida profundamente radicada em Cristo se revele realmente como uma novidade, atraindo com vigor a quantos verdadeiramente procuram Deus, a verdade e a justiça.
            Animados pelos vossos formadores, abri a vossa alma à luz do Senhor para ver se este caminho, que requer coragem e autenticidade, é o vosso, avançando para o sacerdócio só se estiverdes firmemente persuadidos de que Deus vos chama para ser seus ministros e plenamente decididos a exercê-lo obedecendo às disposições da Igreja.
            Com esta confiança, aprendei d’Aquele que Se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração, despojando-vos para isso de todo o desejo mundano, de modo que não busqueis o vosso próprio interesse, mas edifiqueis, com a vossa conduta, aos vossos irmãos, como fez o santo padroeiro do clero secular espanhol São João de Ávila. Animados pelo seu exemplo, olhai sobretudo para a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes. Ela saberá forjar a vossa alma segundo o modelo de Cristo, seu divino Filho, e vos ensinará incessantemente a guardar os bens que Ele adquiriu no Calvário para a salvação do mundo. Amem.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Amar não é fácil

Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!

           Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal-amada.
Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal-amadas, nem mixês, nem prostitutas. E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio, nem desquite, jamais...
           Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes, nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.
           Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria, no máximo ajudariam no combate ao cão feroz. Mas o amor é sentimento que depende de um 'eu quero', seguido de um 'eu espero'; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu 'eu' por isso, o amor é difícil.
           Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar. E quando morreu, amando, deu a suprema lição. Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!
Pe. José Fernandes de Oliveira - Pe. Zezinho, scj

Projeto FACE A FACE

Está no Ar o projeto FACE A FACE Estreando com PROMOÇÃO ---Quem curtir E compartilhar essa chamada vai ganhar marcação no primeiro vídeo pra curtir em primeira mão--- Esperamos que gostem!!!!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal, Festa da Misericórdia!


"Ora, enquanto lá estavam, chegou o dia em que ela devia dar à luz; ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na sala dos hóspedes.
Havia na mesma região pastores, que viviam nos campos e montavam guarda durante a noite junto a seu rebanho. Um anjo do Senhor se apresentou diante deles, a glória do Senhor os envolveu de luz e eles ficaram tomados de grande temor. O anjo lhes disse: ‘Não tenhais medo, pois eis que eu venho anunciar-vos uma boa nova, que será uma grande alegria para todo o povo: Nasceu-vos hoje, na cidade de Davi, um Salvador, que é o Cristo Senhor; eis um sinal que vos é dado: achareis um recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura’. De repente, apareceu uma multidão da milícia celeste que cantava os louvores de Deus e dizia: ‘Glória a Deus no mais alto dos céus e sobre a terra paz para os seus bem-amados" (Lc 2,14).
A exaltação angélica manifesta paralelamente dois componentes singulares que o nascimento de Cristo proporcionou: glória a Deus e a paz aos seus bem-amados – nos céus e na terra. O nascimento de Jesus realiza a glória de Deus e a paz aos homens.
Essa glória manifesta o esplendor divino; é também o reconhecimento, por parte do homem, da bondade e da misericórdia divina, das maravilhas pelo Senhor realizadas em sua vida, da primazia de Deus sobre todas as coisas. É o verdadeiro entendimento de que Deus é Deus e de que o homem é criatura de Deus, limitada, fraca, pecadora, dependente dele; mas é também alvo da benevolência de Deus, é o bem-amado de Deus. O encontro com o Menino Deus gera a compreensão de que Deus se fez carne para trazer a salvação, impulsionado simplesmente pelo amor gratuito e profundo pelo homem.
A paz, também cantada pelo anjo, indica muito mais do que ausência de guerra e de conflitos humanos, mas "toda sorte de bens espiritual e físico: a felicidade perfeita, a salvação que o Messias viria dar, a plenitude da Paz. A verdadeira paz que não vem dos homens, mas vem de Deus" (Regras de Vida Shalom, 131). Jesus é a nossa paz. É Ele que nos reconcilia com Deus, através do perdão dos pecados, e derrama sobre nós o dom do Espírito de Deus.
Como o homem pode fazer essa experiência? O que pensar quando bem próximo do nascimento de Jesus um jovem entra num cinema com uma arma muito potente e dispara em direção à platéia vários tiros que levaram três jovens à morte? Que significado tem o Natal diante do crescimento assustador da violência? Que significado tem o Natal diante da morte de tantos homens, mulheres e crianças ocasionada pela fome? Será que não é ilusória a esperança de que aconteça a regeneração total do homem através do nascimento de Cristo? Não!!! Todas estas terríveis realidades revelam ainda mais que os homens precisam de Deus, precisam que Jesus nasça para trazer-lhes a salvação. Ao contrário do que muitos de nós pensa, os acontecimentos trágicos que os homens contemplam são sinais de que o mundo precisa de salvação, precisam de Jesus e é exatamente aí que o Natal se enche de significado. A vinda de Jesus ao mundo tem o objetivo principal que é libertação do homem de todo o mal e a reconciliação com Deus.
Como escreve o Cardeal Carlo Maria Martini (1999: pp.19-20): "O Natal não é um prêmio para o ser humano bom. É, sim, oferecer salvação a uma humanidade que, efetivamente, é má e que tem necessidade de sentir a urgente necessidade de mudar de caminho se não se conformar em perecer. Não, sozinho o ser humano não sabe o caminho da paz, somos novamente surpreendidos pelos gritos da violência... Em momentos como esse, a mensagem da salvação oferece ao homem humilhado e dividido, o chamado para a dignidade da pessoa que nos vem do nascimento de Jesus, em momentos assim, mais do que nunca, é necessário que um prudente otimismo não ceda lugar à descrença e ao desespero... Sem cessar, importa apontar para o homem um caminho que o guie para fora das suas vielas escuras para as quais quer arremessá-lo a sua desordem".
É exatamente "em um mundo marcado pelo pecado, que errou bastante acerca do conhecimento de Deus, onde reinam tantos males, o ocultismo, a não conservação da pureza nem na vida, nem no matrimônio, a impureza, o adultério, sangue, crime, roubo, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento da gratidão, impureza das almas, inversão sexual, desordens no casamento, despudor e etc, e ainda se diz em paz" (RVS 135), num mundo marcado pelo aborto, pelas drogas, pela ânsia de poder e de ter é que Deus olha os seus queridos, os seus bem-amados e envia seu Filho ao mundo para salvá-lo e Jesus amou tanto o mundo que morreu numa cruz por todos.
Deus vê a incredulidade, as guerras, as injustiças, as divisões, as discórdias, o indiferentismo religioso; vê as multidões exaustas e prostradas "como ovelhas sem pastor" (Mt 9,35) e seu coração se enche de compaixão dos seus queridos, dos seus bem-amados e se faz carne, habita entre os homens, "Ele que tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz" (Fil 2,6-8). O amor misericordioso de Deus é a mola que o impulsionou a vir ao mundo para salvá-lo. Quanto mais os homens manifestam a sua desordem, mais precisam do Pai compassivo, que o ama acima de todas as coisas, que o ama com amor eterno, pessoal, um amor que não coloca condições, um amor gratuito. O coração compassivo de Deus não deixou o homem a mercê de seus pecados, de suas fraquezas, dos seus sofrimentos, por isto o Natal é a festa da misericórdia de Deus. Como escreve Raniero Cantalamessa (1993: p.40): "O Natal é a suprema manifestação do amor de Deus: nele se manifestou a bondade de Deus e o seu amor pelos homens. Este é orvalho que no Natal se destilou dos céus, a doçura que choveu do alto".
Só compreende mistério do Natal quem mergulha o coração nele, com Jesus, quem não fica na superficialidade, nos presentes, nas guloseimas, mas penetra no íntimo do mistério: "A encarnação de Jesus, o nascimento de Jesus, realiza duas coisas muito importantes na vida dos homens, a primeira lhes enche de amor e a segunda, lhes dá a certeza de sua salvação. A caridade que ninguém pode compreender! O amor além do qual não existe amor maior: o meu Deus se fez carne para me fazer Deus! O amor desentranhado: destruíste-te para construir-me. O abismo do teu fazer-te homem arranca dos meus lábios palavras tão desentranhadas. Quando tu, Jesus, me fazes compreender que nasceste por mim, como é glorificante para mim compreender um tal fato!
(B. Angela de Foligno).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vida Reluz - Confia em mim - Nova Friburgo

Pessoal, abaixo um pedacinho de um showzão, que mesmo com problemas com o áudio, valeu muito a pena estar presente lá.
Se você não foi, confira um pouquinho da unção que foi essa noite!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Fé é acreditar naquilo que não se pode ver, tomar posse do impossível que ainda não aconteceu. A fé um dom do Divino Espírito Santo. Para tê-la não podemos levar em conta apenas a razão, pois este é um dom repleto de mistérios, é plena graça de Deus termos um coração confiante.
Precisamos aprender com Santa Terezinha do Menino Jesus a ter uma infância espiritual, a não ter medo de nos abandonar nos braços do Pai, ter confiança Nele e depender de Seu amor por nós. É preciso ter a certeza de que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,19).

Na Sagrada Escritura vemos inúmeras passagens que nos mostram o quanto será diferente quando tivermos uma fé viva; uma delas está em Mateus 17,20: “Em verdade vos digo: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha vai daqui para lá’ e ela irá. Nada vos será impossível”.
Lendo este versículo conseguimos ver como ainda somos homens e mulheres incrédulos. Jesus mesmo nos disse: “Homens de pouca fé”. Já estamos na reta final, chegamos a um ponto que não podemos mais desacreditar no poderio de nosso Senhor. Ele é o Deus dos milagres, e aquilo que é impossível aos humanos, não é impossível a Deus.
Muitas pessoas ainda acham que Jesus realizava milagres apenas no Seu tempo, quando ressuscitou Lázaro, fez Pedro andar sobre as águas, o cego enxergar e o paralítico andar; porém, não acreditam que Jesus realize milagres nos dias atuais, esqueceram que Ele é o mesmo de ontem, hoje e sempre. O que é impossível para Deus meus irmãos?
Hoje, o seu maior impossível é conseguir um emprego? Ter a graça de gerar uma vida? A conversão de uma pessoa que você tanto ama? A cura de um câncer? A reconciliação em seu matrimônio? Jesus mesmo proclamou: “Não te disse, que se creres, verás a glória de Deus? (Jo 11,40). Precisamos aprender a não duvidar das promessas de nosso Senhor; é necessário confiar cegamente em sua infinita misericórdia. Todos os dias de nossa vida nesta Terra serão de lutas, de desafios e sofrimentos, mas se acreditarmos que Jesus está no controle de tudo, que nenhum fio de nossa cabeça cai se Ele não permitir, sobreviveremos perante qualquer obstáculo e contemplaremos a vitória. Mas repito: precisamos depositar nossa fé em Deus!
“Precisamos aprender a não duvidar das promessas de nosso Senhor; é necessário confiar cegamente em sua infinita misericórdia”
Temos muitos sonhos impossíveis e desejos em nossos corações. No pensamento humano, algumas coisas que queremos são mais simples, como pedir a Deus para sermos pessoas melhores ou, então, ter um bom dia de trabalho. Já a cura de uma doença ou a conversão de um ateu, pensamos serem coisas mais difíceis de conquistar. Porém, hoje eu quero lhe dizer que para Deus não existe milagre mais fácil ou mais difícil, porque Ele pode realizar qualquer coisa, a qualquer hora.
Contudo, a verdadeira e autêntica fé não para por aí. Se Deus não nos conceder o que pedimos, não é porque Ele nos abandonou. Uma fé viva é, principalmente, quando não recebemos d’Ele o que pedimos, mas nossa confiança em Sua divina providência não se abala; permanecemos cheios de esperança. Deus é tão bondoso e sábio que não nos concede tudo o que Lhe pedimos, pois nem tudo o que queremos é o melhor para nós. Muitas vezes não compreendemos, mas precisamos acreditar que os pensamentos de Deus são muito mais altos que os nossos”.
Não há outro jeito. Precisamos esperar no Senhor, sofrer Suas demoras na certeza de que quem espera em Deus não é decepcionado.
Uma pessoa de fé tem ânimo mesmo em meio às dificuldades e angústias do dia a dia. Sabe por quê? Porque ela entendeu que, nesta Terra, não iremos ser plenamente realizados, mas apenas no Céu, onde contemplaremos a face de nosso Criador e chegaremos ao pico da felicidade, pois, enfim, alcançaremos a Vida Eterna!
Por isso, quando percebermos que estamos com a fé abalada, supliquemos ao Pai: “Meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumente a minha fé”, com consciência de que quem diz isso ao Senhor está pedindo mais oportunidades de praticar a fé. Aprenda a exercitar sua fé nas pequenas coisas, acredite que o Senhor nunca sairá do seu lado e o ajudará em tudo o que você fizer.
“Depois disse a Tomé: introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé” (Jo 20,27).Roguemos a Deus para que não sejamos iguais a Tomé, que precisou colocar o dedo no lado aberto para acreditar que era Jesus ressuscitado. Tenhamos a graça de acreditar sem mesmo ver ou tocar!
Jesus tem maravilhas a realizar em sua vida, basta você confiar e saber esperar!Que o Pai das misericórdias nos ajude a sermos homens e mulheres entregues à fé que é viva e que se renova todos os dias!
Jesus, eu confio em Vós!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Advento, a realização e confirmação da Aliança

É uma trajetória que passa pela fidelidade a Deus e ao próximo

            Começamos novo Ano Litúrgico e um novo ciclo da liturgia com o Advento, tempo de preparação para o nascimento de Jesus Cristo no Natal. É hora de renovação das esperanças, com a advertência do próprio Cristo, quando diz: “Vigiai!”, para não sermos surpreendidos.
            A chegada do Natal, preparado pelo ciclo do Advento, é a realização e confirmação da Aliança anunciada no passado pelos profetas. É a Aliança do amor realizada plenamente em Jesus Cristo e na vida de todos aqueles que praticam a justiça e confiam na Palavra de Deus.
            Estamos em tempo de educação de nossa fé, quando Deus se apresenta como oleiro, que trabalha o barro, dando a ele formas diversas. Nós somos como argila, que deve ser transformada conforme a vontade do oleiro. É a ação de Deus em nossa vida, transformando-a de Seu jeito.
            Neste caminho de mudanças, Deus nos deu diversos dons conforme as possibilidades de cada um. E somos conduzidos pelas exigências da Palavra de Deus. É uma trajetória que passa pela fidelidade ao Todo-poderoso e ao próximo, porque ninguém ama a Deus não amando também o seu irmão.
            O Advento é convocação para a vigilância. A vida pode ser cheia de surpresas e a morte chegar quando não esperamos. Por isso é muito importante estar diuturnamente acordado e preparado, conseguindo distanciar-se das propostas de um mundo totalmente afastado de Deus.
            Outro fato é não desanimar diante dos tipos de dificuldades e de motivações que aparecem diante nós. Estamos numa cultura de disputa por poder, de ocupar os primeiros lugares sem ser vigilantes na prestação de serviço. Quem serve, disse Jesus, é “servo vigilante”.
            Confiar significa ter a sensação de não estar abandonado por Deus. Com isso, no Advento vamos sendo moldados para acolher Jesus no Natal como verdadeiro Deus. Aquele que nos convoca a abandonar o egoísmo e seguir Jesus Cristo.
           Preparar-se para o Natal já é ter a sensação das festas de fim de ano. Não sejamos enganados pelas propostas atraentes do consumismo. O foco principal é Jesus Cristo como ação divina em todo o mundo.


Saiba mais sobre o Advento
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto