Caríssimos irmãos, a liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre as seguintes perguntas: Por onde quero passar? Aonde quero chegar? E onde pretendo ficar?Estas três perguntas Jesus responde no Evangelho de hoje. Não se preocupe com o “como chegar”, o “lugar”, e o “modo como ficar” no lugar escolhido ou pretendido.
Escute o que o Senhor lhe diz: “Ninguém vai ao Pai sem passar por mim”. Portanto, o caminho por onde você passa – para chegar aonde quer – é Ele mesmo. É por Ele que você tem de passar. Ele é o Caminho. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Cristo quer confirmar o meu e o seu lugar ao dizer: “Por onde você quer passar? Eu sou o Caminho. Aonde você quer chegar? Eu sou a Verdade. Onde você quer ficar? Eu sou a Vida”.
Da minha e sua parte cabe somente o caminhar – em plena segurança – por este caminho, que é Jesus. Saiba que quem anda na luz sabe onde coloca os pés. E quem anda nas trevas não sabe onde os põe. Fora do caminho, cuidado com as armadilhas, porque, dentro do caminho, o inimigo não ousa atacar – o Caminho é Cristo – mas fora do caminho ele monta as suas armadilhas.
O nosso caminho é Cristo na Sua humildade. O Cristo “Verdade e Vida” é o Cristo na Sua grandeza e divindade. Se você seguir o caminho da humildade, chegará ao Altíssimo. Se na sua fraqueza não desprezar a humildade, permanecerá cheio de força do Todo-poderoso.
Por que Cristo tomou o caminho da humildade? Foi por causa da minha e da sua fraqueza que estava ali, como obstáculo intransponível. Foi para nos libertar dela que tão grande Médico veio a nós! Não podíamos ir até Ele. Então, Ele veio até nós. Veio ensinar-nos a humildade, esse caminho de regresso, porque era o orgulho que nos impedia de retornar à vida que o pecado nos tinha feito perder.
Então, Jesus, tornando-se nosso caminho, grita-nos: “Entrai pela porta estreita!” (Mt 7,13).
O homem esforça-se por entrar, mas o “inchaço” do orgulho impede-o de entrar. Aceitemos o remédio da humildade. Bebamos desse medicamento amargo, porém, salutar.
O homem “inchado” de orgulho pergunta: “Como poderei entrar?” Cristo responde: “Eu sou o Caminho. Entra por mim. Eu sou a Porta (cf. Jo 10,7). Por que procurar noutro sítio?” Para que você não se perca, Jesus se fez tudo por você e diz: “Sê humilde, sê manso” (Mt 11,29).
Imitemos o Filho de Deus, que é o Caminho, não apenas pelos Seus exemplos e ensinamentos, mas também porque Ele se identifica com a Verdade e a Vida. Ele está no Pai e o Pai está n’Ele, fazendo-se um com Ele. Por isso, Cristo afirma que “quem me vê, vê o Pai”. De fato, Jesus é o único caminho para o Pai, suprema Verdade e Vida.
Padre Bantu Mendonça
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Mensagem do Dia:
Mensagem do dia: Quem não se ama não sabe amar ninguém!!
Versículo do dia: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim pra chamar justos, mas sim pecadores".
Versículo do dia: "Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim pra chamar justos, mas sim pecadores".
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domingo, 22 de maio de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Homilia 09/01/2010 - Festa do batismo de Jesus
Hoje a Igreja celebra o Batismo de Jesus, e alguns aspectos são marcantes para a nossa reflexão. Em primeiro lugar, precisamos ter uma boa ideia do que seja o Batismo. O Evangelho deste dia apresenta o encontro entre Jesus e João Batista nas margens do Rio Jordão. Na circunstância, Jesus foi batizado por João. O Batismo de Jesus por João Batista é o ato inaugural do ministério de Jesus. Pode-se dizer que seja a Epifania histórica do Senhor. Atraído pela mensagem de João Batista, Jesus abandona sua rotina de vida em Nazaré da Galiléia, procura o Batismo de João na região do além Jordão e começa a formar seu próprio discipulado para, a seguir, iniciar seu próprio ministério, assumindo elementos do anúncio de João Batista.
O que significa para nós o Batismo? É para nós o primeiro dos Sacramentos da nossa Igreja Católica. Ao pé da letra, batismo significa imersão. Na simbologia da nossa Igreja, o batismo é o ato que nos transforma de criaturas em filhos de Deus. Por tradição, é feito quando ainda somos bebês de colo, já que se temia que as crianças morressem antes de serem batizadas e não fossem consideradas filhas de Deus, e consequentemente não irem para o céu. Quando já estamos mais crescidos, “conscientes” dos nossos atos, recebemos o Sacramento da Confirmação (ou Crisma), no qual afirmamos ter plena consciência da nossa filiação divina, bem como da nossa responsabilidade advinda dessa filiação.
Na época de Jesus, o Batismo era realizado na idade adulta, e significava algo que eu gostaria que cada um de nós parasse um pouco para refletir: a purificação dos pecados. Lembre-se que as pessoas iam a João Batista para se confessar e receber o batismo. Senão vejamos: A pessoa confessava os pecados, e se dirigia para o Rio Jordão, onde era mergulhada por João Batista. Era como se fosse um renascimento! Observe: O mergulho lava a sujeira física, e leva a pessoa de volta ao ventre da mãe, que é o lugar onde ninguém tinha pecado. Da mesma forma que nascemos sem pecado, ao renascermos pelo Batismo, também nascemos limpos de qualquer pecado, e preparados para uma vida nova! Então temos direito a entrar no Reino do Céu.
Por que Jesus foi se batizar? Ele não tinha nenhum pecado! Já era o Filho de Deus! Ele foi se batizar para nos dar o exemplo! Se até Ele se fez humilde a ponto de se colocar na fila dos pecadores, quem somos nós para nos acharmos perfeitos? Ao ser batizado, Jesus começou uma nova etapa da sua vida, e Ele parou de dizer que ainda não era a sua hora. A partir do Batismo, Jesus começou a sua peregrinação pela Palestina, para anunciar a chegada do Reino dos Céus.
O episódio do batismo de Jesus coloca-nos frente a frente com um Deus que aceitou identificar-se com o homem, partilhar a sua humanidade e fragilidade, a fim de oferecer ao homem um caminho de liberdade e de vida plena. Eu, filho deste Deus, aceito ir ao encontro dos meus irmãos mais desfavorecidos e estender-lhes a mão? Partilho a sorte dos pobres, dos sofredores, dos injustiçados, sofro na alma as suas dores, aceito identificar-me com eles e participar dos seus sofrimentos, a fim de melhor os ajudar a conquistar a liberdade e a vida plena? Não tenho medo de me sujar ao lado dos pecadores, dos marginalizados, se isso contribuir para promovê-los e para lhes dar mais dignidade e mais esperança?
No batismo, Jesus tomou consciência da sua missão, recebeu o Espírito e partiu em viagem pelos caminhos poeirentos da Palestina, a testemunhar o projeto libertador do Pai. Eu, que no batismo aderi a Jesus e recebi o Espírito que me capacitou para a missão, tenho sido uma testemunha séria e comprometida desse programa em que Jesus se empenhou e pelo qual ele deu a vida? Renovemos o nosso Batismo!
Pai, ensina-me a cumprir toda a justiça, a exemplo de Jesus, fazendo-me solidário com quem se afastou de ti e precisa novamente encontrar-te.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Retirado do Blog do padre Bantu
Postado por
Fernando Serafim
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